domingo, 4 de outubro de 2026

Escola Modelo Chinês

 





  
 O modelo chinês trata os nove anos de escolaridade obrigatória de maneira diferente de outras etapas do sistema educacional. 
 Mesmo quando a instituição é privada, sua atuação nesse período fica submetida a regras específicas sobre finalidade e controle.
  Isso significa que os recursos gerados pela instituição precisam permanecer relacionados à atividade educacional, em vez de serem distribuídos como lucro aos responsáveis.
🏫 A legislação também estabelece limites para quem pode controlar essas escolas. 
  Empresas estrangeiras e organizações sob controle estrangeiro ficam impedidas de administrar ou exercer controle sobre instituições privadas que oferecem educação obrigatória.
  A medida faz parte de um conjunto maior de regras que mantém o ensino básico obrigatório sob forte supervisão estatal e restringe a participação de capital estrangeiro nesse setor.

📚 Fonte: Ministério da Educação da China e Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China.

Post no Face

William >> Toda ditadura tem essa doutrinação em massa.
  Em Cuba e na Coréia do Norte não é diferente.
  Método pedagógico é uma coisa, regime politico outra.
  O Governo chinês não quer que a criança desde cedo receba a informação (estrangeira) que os chineses de Taiwan tem IDH melhor?😉

Bruno>> Deve ser por isso que o analfabetismo nesses lugares (China, Cuba, Coreia do Norte) é próximo de 0. 

William >> Segundo quais fontes? 😉
  Conhece o teste PISA?
  Oficialmente, o governo chinês restringe a amostra a grandes centros urbanos altamente desenvolvidos, como Pequim, Xangai, Jiangsu e Zhejiang.
   Isso distorce a média para “melhor” e oculta a realidade rural e as províncias mais pobres.
   Em países como Brasil, Estados Unidos, Inglaterra ... se o governo distorce os dados, a imprensa investiga e aponta as falhas.
  Na China a empresa é livre ... para publicar o que o PCC permitir.

Bruno >> Sem contar que dos 3 que falou, a China é a única sem contas bloqueadas pelos EUA. 
  Imagina como seriam esses países sem a interferência do ocidente?

William >> Imagine se Fidel não tivesse confiscado propriedades americanas.
  Imagine se a Coreia do Norte investisse mais na qualidade de vida do seu povo e não em armas nucleares.
  A “imaginação” pode qualquer coisa, a realidade é menos flexível...


 
William >> Se a escola privada na China não pode ter fins lucrativos ... vive de doações?
 
Gemini >> Não necessariamente de doações, mas de um modelo onde os recursos gerados devem ser reinvestidos integralmente na própria atividade educacional, em vez de serem distribuídos como dividendos ou lucros para proprietários, acionistas ou investidores externos.
 
William >> No papel é lindo, mas na pratica se tem lucro (superávit) sempre vai para alguém por algum esquema.😉
 
Gemini >> De fato, teoria jurídica e os relatórios oficiais pintam um cenário de rigor institucional, mas na prática, especialmente em ambientes de forte controle estatal e opacidade, a busca por lucro encontra caminhos alternativos.
  Quando a lei proíbe a distribuição direta de dividendos, o excedente financeiro costuma ser drenado por meio de engenharia contábil e artifícios de mercado.
  Alguns dos esquemas mais comuns incluem:
 
Contratos de prestação de serviços superfaturados: A escola "sem fins lucrativos" contrata empresas terceirizadas (de limpeza, segurança, tecnologia, fornecimento de material didático ou consultoria) que pertencem aos mesmos donos da escola, esvaziando o caixa por meio de preços abusivos.
 
Aluguéis exorbitantes: Os donos da escola adquirem os imóveis como pessoas físicas e cobram aluguéis altíssimos da instituição de ensino, transformando o "lucro" operacional em renda imobiliária privada.
 
Salários e bonificações desproporcionais: Diretores e gestores ligados aos fundadores recebem remunerações e "bônus de desempenho" estratosféricos, absorvendo o excedente legalmente.
 
No fim das contas, a proibição legal do lucro muitas vezes não elimina a rentabilidade, mas apenas muda a forma como o dinheiro é extraído, gerando um mercado de incentivos à corrupção e à contabilidade criativa, protegido pela falta de transparência e de uma imprensa livre para auditar o sistema.
 

 




O problema do Brasil para
desenvolver alta tecnologia
é desde cedo nivelar o
 aprendizado por baixo.
  (William Robson)
 
 
  Nossa cultura tem a ilusão que todos nascemos iguais.
  Veja o caso da China por exemplo.



  Existe tradição de seleção rigorosa de alunos por meio de testes.
  (Recentemente o sistema escolar passou por reformas para tentar reduzir a pressão excessiva, especialmente nas fases iniciais.)
 
  No Brasil desde a década de 1960 ganhou espaço a ideologia da "Educação Libertadora", a disciplina com  os estudos foi afrouxando desde então.
 
   O sistema educacional chinês é historicamente centrado em exames de alto impacto.
  Vai classificando os alunos por desempenho em testes.
   Os melhores  são selecionados progressivamente para escolas de elite, que aumentam as chances de sucesso nos exames seguintes.
 
  Peneirando desde cedo ... imagine os gênios que se formam por lá.
  No Brasil você entra na faculdade porque é preto, indígena, trans... tem diversas cotas.
  A criança tem pouca disciplina nos estudos desde cedo, não vai perder esse hábito na faculdade...



✧✧✧


Resumo:


1. Separação entre método e regime e controle de informação: O método pedagógico e o regime político são esferas distintas, mas governos autoritários controlam o que é ensinado para evitar que as crianças recebam influências externas — como o fato de os chineses de Taiwan possuírem um IDH superior.

2. Restrições estritas e proibição de capital estrangeiro no ensino: O modelo chinês mantém o ensino básico obrigatório sob forte supervisão estatal, impedindo a distribuição de lucros em escolas privadas desse nível e vetando o controle por empresas ou organizações estrangeiras.

3. Ceticismo sobre dados oficiais e manipulação do PISA: Questiona-se a veracidade das taxas de analfabetismo alardeadas por regimes fechados, apontando que a China restringe as amostras do teste PISA a grandes centros urbanos desenvolvidos (como Pequim, Xangai, Jiangsu e Zhejiang), distorcendo a média para ocultar a realidade rural e a pobreza.

4. Responsabilidade interna pelo subdesenvolvimento: O atraso de nações como Cuba e Coreia do Norte é resultado de escolhas dos próprios regimes — como o confisco de propriedades e o investimento em armamentos nucleares em vez do bem-estar social — e não de interferências externas.

5. Nivelamento por baixo e o atraso tecnológico no Brasil: A cultura brasileira é marcada pela ilusão de que todos nascem iguais, o que gera um sistema que nivela o aprendizado por baixo desde cedo e impede o desenvolvimento de alta tecnologia.

6. Declínio da disciplina escolar desde os anos 1960: A introdução e expansão da ideologia da "Educação Libertadora" no Brasil enfraqueceram o rigor e a disciplina nos estudos ao longo das décadas.

7. Meritocracia por testes versus políticas de cotas: Em contraste com o sistema chinês, que utiliza exames de alto impacto e seleção rigorosa progressiva para peneirar talentos desde cedo, o modelo brasileiro facilita o acesso ao ensino superior por meio de cotas identitárias, perpetuando a falta de disciplina acadêmica.


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