Quem me acompanha sabe que sou a favor da possibilidade de reeleição para Prefeitos, Governadores e Presidente.
Porém, nessas eleições analisando certas falas de políticos estou repensando minha posição ... pelo menos com relação a Presidência.
Para prefeitos e governadores "talvez" possa continuar como está.
Caso Flávio ganhe, em teoria tem um Congresso muito favorável a ele, mas na pratica percebi que nossa cultura tem uma "mesquinhez" incompatível com a reeleição.
Bom seria que conseguíssemos eliminar a mesquinhez, mas me parece mais fácil eliminar a reeleição.
Mesmo políticos que se dizem aliados de Flávio estão preocupados com a possibilidade que ele faça um bom governo.
Isso mesmo que você leu.
É um tipo de "fogo amigo".
Se Flávio fizer bom governo consegue fácil ser reeleito e isso quem tem pretensão de ser Presidente (praticamente todo e qualquer politico) não quer.
No PT não tinha esse problema por que o candidato deles sempre foi o Lula, a Dilma foi só umas férias prolongadas que Lula quis tirar, ele estava ocupado sendo o "Brahma" .... (apelido no Petrolão), se não fosse a Lava Jato todos sabemos que em 2019 ele voltaria a presidência.
Meu ponto é que a mesquinhez na Câmara e Senado vai dosar o apoio que será dado a Flávio (ou a qualquer outro futuro presidente).
Eles querem que o Presidente vá bem, mas não tão bem a ponto de ser reeleito, porque os políticos mais influentes sonham em ocupar a presidência.
Esperar 8 anos por essa possibilidade é demais para eles.
O fim da reeleição poderia mitigar a mesquinhez da nossa cultura politica e mais parlamentares focarem no bem geral da nação.
Eu manteria os 4 anos de mandato.
Depois de cumprido o mandato haveria uma janela de seis anos para poder se candidatar à Presidência novamente.
A Presidência poderia ser ocupada no máximo por dois mandatos.
Fim da reeleição deveria ser a primeira PEC proposta no Congresso.
Acredito que seria fácil ser aprovada e tornaria o ambiente favorável para outras necessárias reformas estruturais.
Essa lógica entra em sua mente?
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Resumo:
1. Mudança de Posicionamento: Historicamente favorável à reeleição, você está reavaliando essa postura em relação à Presidência da República devido ao comportamento e discurso político recente.
2. A "Mesquinhez Cultural" do Meio Político: O principal obstáculo não é a governabilidade em si, mas uma cultura política pautada pela mesquinhez do "fogo amigo", onde pretensos aliados evitam dar apoio irrestrito por receio de fortalecer o presidente em exercício.
3. Medo do Sucesso alheio e Sabotagem velada: Políticos influentes com ambição presidencial preferem que o Presidente faça um governo mediano, pois um governo de excelência garantiria uma reeleição fácil e fecharia a janela de oportunidade do Planalto por 8 anos.
4. O Caso Exceção do PT: O PT não enfrentava esse conflito interno pelo fato de ter uma liderança incontestável (Lula), tornando candidaturas como a de Dilma transitorias para a manutenção do projeto central.
5. Mitigação dos Interesses Pessoais pelo Fim da Reeleição: Eliminar a reeleição tornaria inviável essa estratégia de sabotagem por vaidade política, forçando a Câmara e o Senado a focarem no bem geral do país.
6. Proposta de Modelo de Mandato: Defesa da manutenção do mandato de 4 anos, porém com a proibição de reeleição sequencial. O ex-presidente teria que cumprir uma quarentena/janela de 6 anos para poder concorrer novamente, mantendo o limite máximo de 2 mandatos na vida.
7. Prioridade Legislativa: A extinção da reeleição deveria ser a primeira Proposta de Emenda à Constituição (PEC) a tramitar no Congresso, pois a sua aprovação criaria um ambiente de cooperação propício para as demais reformas estruturais.
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