Afonso (angolano) >> O racismo não acabou só mudou de argumentos
William >> Qual é o argumento agora?
Cite um para analisarmos.
Afonso > Antes: «A nossa raça é superior à tua.»
Hoje : «O problema não é a tua raça, é a tua cultura.»
A cultura passa a ser utilizada para justificar a exclusão de determinados grupos.
Em vez de afirmar que um povo é biologicamente inferior, atribuem-se características negativas a toda a sua população, como se todos os seus membros partilhassem os mesmos comportamentos.
É importante distinguir a crítica legítima a práticas culturais específicas da generalização preconceituosa sobre um povo inteiro.
“Em vez de afirmar que um povo é biologicamente inferior, atribuem-se características negativas a toda a sua população, COMO SE TODOS OS SEUS MEMBROS PARTILHASSEM OS MESMOS COMPORTAMENTOS.”
Por exemplo Antes: «A nossa raça é superior à tua.»
Hoje: «O problema não é a tua raça, é a tua cultura.»
William >> Mas então é exatamente o que você fez.
Se dependesse dos povos africanos o tráfico de escravos existiria até hoje, a Mauritânia foi a ultima nação a tornar ilegal.
Quem combateu de fato foi o homem branco inglês.
No entanto você descreve como se toda a população branca PARTILHASSEM OS MESMOS COMPORTAMENTOS.
Afonso >> O argumento do mérito.
O discurso: «Se os negros estão em desvantagem, é porque não se esforçam o suficiente.»
Este argumento ignora a possibilidade de existirem desigualdades nas oportunidades de acesso à educação, ao emprego, à habitação e a outras áreas da sociedade.
O mérito individual é importante, mas as condições em que as pessoas competem também podem influenciar os resultados.
William >> Quem decide como uma criança virá ao mundo é o pai e a mãe.
Duas pessoas geralmente adultas que sabem muito bem a situação em que vivem.
Se recorrentemente os brancos são pais mais responsáveis ... são o negros que deveriam repensar suas atitudes com relação a paternidade.
Burundi por exemplo tem uma média de 5 filhos por mulher.
Eles sabem muito bem em quais condições essas crianças irão nascer.
Afonso >> A Inglaterra combateu porque seus interesses mudaram ,e essa é a segunda vez que falamos sobre combate ao tráfico de escravos.
Ou VC tem memória curta ou VC ignora a História de África ou finge que não conhece ou realmente não conhece.
Dentro de África também foi combatido o tráfico de escravos.
Isso é matéria básica do primário.
William>> Poderosos africanos queriam manter o tráfico de escravos porque isso era do interesse deles.
Eu frequentava bibliotecas, meu conhecimento vai muito além do que se aprende na escola.
Já falei sobre isso, você esqueceu?
Afonso >>E aí VC pega a natalidade de Burundi e joga pra todos😩
William >> “Burundi POR EXEMPLO”.
Isso quer dizer que não foi para todos.
Mas Nigéria e Angola são 4 filhos em média por casal.
Se não vale para todos, vale para muitos.
Afonso >> 4 filhos é a média sim aqui em Angola.
William >> Logo, cada casal sabe em que condição social essas crianças nascem ou irão nascer.
O casal vai só transando e quer que o mundo se una para dar boa vida aos seus filhos!?
Meus pais tiveram 7 filhos e reclamavam dos parentes não ajudarem minha família o suficiente.
Caraca!
Minhas avós e tios eram pobres também.
Bastaria meus pais terem mais juízo tendo no máximo dois filhos e a situação não ficaria tão miserável.
Evidente que já que não conseguiam mais ajuda dos parentes meus pais achavam que o Governo deveria nos bancar.
Afonso >> Mas o número de filhos elevado não é só uma questão de pretos isso é relativo.
William >> Sim, casais brancos que tem mais filhos do que conseguem criar passam pelos mesmos perrengues.
A média de filhos na região da Palestina também é alta e os problemas são bem parecidos com o dos africanos.
Pelo menos aqui no Brasil já estamos mais civilizados nessa questão.
A média de filhos é menos de 2.
Nossa região mais pobre é o Nordeste, a natalidade era alta lá, mas baixou também.
Com pais mais responsáveis as crianças nascem em situação melhor.
O jovem ser irresponsável na paternidade e creditar isso a pais, avós ... conflitos do passado ... não faz o menor sentido.
Essa lógica entra a sua mente?
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Resumo:
1. Responsabilidade parental individual: A decisão de ter filhos cabe exclusivamente ao pai e à mãe, adultos que conhecem perfeitamente a sua própria realidade socioeconômica.
2. Correlação entre natalidade e privação: Taxas elevadas de fecundidade (citando exemplos como Burundi, Angola e Nigéria) em contextos de vulnerabilidade geram dificuldades previsíveis que não podem ser transferidas para a sociedade ou para o governo.
3. Crítica à generalização cultural (Racismo vs. Cultura): Enquanto o debate contemporâneo muitas vezes substitui o preconceito biológico por críticas generalizadas à cultura, a análise racional exige examinar condutas individuais em vez de rotular populações inteiras.
4. Exemplo pessoal e autocrítica familiar: A experiência de vir de uma família numerosa (sete irmãos) demonstra que pais com menor poder aquisitivo deveriam planejar a prole de acordo com suas reais condições, em vez de exigir suporte de parentes pobres ou do Estado.
5. Universalidade do planejamento familiar: O impacto econômico negativo do excesso de filhos não se restringe a uma etnia específica, ocorrendo de forma semelhante em diferentes culturas e regiões.
6. Evolução demográfica no Brasil: O país apresenta avanços civilizacionais na redução da taxa de natalidade (abaixo de 2 filhos por mulher), inclusive nas regiões historicamente mais pobres, como o Nordeste.
7. Rejeição ao vitimismo geracional: Atribuir a irresponsabilidade na paternidade a conflitos históricos, ao racismo estrutural ou às gerações anteriores (pais e avós) é um argumento sem cabimento lógico.
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