sexta-feira, 8 de novembro de 2013

A Princesa e o Monstro

  Alguns comentários de notícias me irritam tanto que me forçam a procurar alguma matéria que [segundo minha opinião] apresente um pouco mais de bom senso. Ainda assino a Veja, pois ali encontro um refrigério para patetices que leio em outros meios.    [Arquivo 26/abril/2011]
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  Gosto que o contraponto a patetice esteja em um meio de grande circulação. Sei que o que escrevo chega a pouquíssimas pessoas diferente de uma Folha, Veja, Época, Isto É, Globo…

  A patetice que não encontrei um contraponto foi referente ao massacre em Realengo, já comentei sobre esse caso e não queria mais escrever sobre ele, mas como sabem, tem pensamentos que gritam para sair, o barulho na mente é ensurdecedor.
  Relacionam a ação do assassino com ATENUANTES de que ele teria sido REJEITADO na escola, teria sido “humilhado”, não usarei o termo em inglês, tem me dado náuseas ao ouvi-lo relacionado com este caso.
  Vamos submeter esse raciocínio a lógica de uma maneira que eu só posso fazer aqui no Blog.
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  Como aprendi lidar bem com a rejeição logo cedo, não tenho ódio de alguém do meu passado escolar, fisicamente eu sobrevivi e mentalmente não encontro nenhuma magoa que venha agora à tona em minha mente.
  Claro que um tipo igual eu era o alvo preferido dos valentões, ainda mais por que eu era muito magrinho.
  Certa vez 3 me cercaram porque o professor elogiou uma resposta que eu tinha dado.   
  Lembro que o que estava no meio disse que eu estava querendo aparecer, que eu era muito folgado, essa foi a explicação porque eu iria apanhar!
  Pensei, tô ferrado!
  Não tinha o que fazer, talvez…fechei a mão direita, olhei bem para o rosto do garoto que estava me dando a “explicação”, dei-lhe um soco e sai correndo feito louco…HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!
  Mas vamos imaginar um outro final, que eu tivesse apanhado muito.
  O ódio traz o desejo de vingança, mas vingança contra quem? Ora, a quem me agrediu!
  No caso minha vingança só seria saciada se eu atingisse meus agressores, a vingança é algo passional e pessoal.
  A vingança só sai desta “pessoalidade” no caso de guerra entre povos, mas mesmo assim se o Paraguai agride o Brasil não faz sentido apontar mísseis para a Argentina.
  Logo, se o assassino de Realengo procurasse na Internet por ex-alunos que o humilharam na escola [visivelmente ele tinha total capacidade para isto] os perseguisse e matasse ou batesse, essa patetice que escrevem nos jornais faria algum sentido, mas o que escrevem não faz sentido, não tem lógica, é apenas mais uma imbecil ATENUANTE DA SOCIEDADE FREUDIANA.

   "O assassino Wellington Menezes de Oliveira, responsável pela chacina na escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro, justificou o atentado, em vídeo divulgado pela polícia. Na gravação, ele afirma que todos que matou estariam vivos se as autoridades combatessem o “bullying” (constrangimentos sofridos pelos alunos) nas escolas." [Blog Gilberto Monteiro]
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  Gente, gente, gente! O cara mata crianças indefesas que ele nunca viu na vida, os pais dessas crianças nunca tiveram contato com o indivíduo, esse MONSTRO se vingou de quem, do quê?!
  Forçando a barra, vamos supor que ele descobriu os valentões daquele colégio e foi ao encalço deles, mas sabemos que não fez isto ele matou a esmo, pode até ter matado alguém que estava sendo humilhado como ele dizia ter sido…
  É, senhoras e senhores, ler jornais e revistas está ficando cada dia mais tedioso, opiniões mal argumentadas por toda parte, não posso culpa-los, eles escrevem o que a sociedade freudiana quer ler.
  A capa de Veja [26/04/2011] é sobre o “importante” casamento real na Inglaterra, algo que irá abalar as estruturas mundiais, o acontecimento da década, quem sabe do século…PATETICES.
  Meus pêsames aos pais de Realengo, o mal venceu mais uma vez e o bem é uma festa real, todos saudemos a nova princesa!
  Hã, você acha patético colocar a festa na Inglaterra e o massacre de Realengo no mesmo texto?
  Concordo com você. É algo assim como relacionar rejeição na escola com massacre de crianças inocentes…




  “Se Deus é onipotente, onisciente e onipresente então está em todo lugar e pode tudo... bem, ele não estava lá para proteger minha mãe e nem em Realengo onde as crianças nem ao menos estão vivas.” [Longe no Céu]


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