Fabiana: Qual cultura os europeus trouxeram que você admira????
William: Várias coisas.
Comer com garfo por exemplo 😂.
Casar com quem queremos e não com escolhas feitas por nossos pais.
A lista é longa.
Resumindo, gosto da sociedade judaico cristã.
O garfo como utensílio individual surgiu no Império Bizantino e chegou à Itália (Veneza) no século XI, trazido por uma princesa bizantina, onde inicialmente foi visto como um "luxo escandaloso".
A sede e capital do Império Bizantino era Constantinopla (atual Istambul), que fica exatamente na fronteira entre dois continentes: a Europa e a Ásia.
No entanto, o centro político, o palácio imperial e o núcleo urbano original da capital ficavam no lado europeu do Estreito de Bósforo.
Portanto, pode-se dizer que a sede administrativa e cultural do império estava localizada na Europa.
O hábito de usar talheres só se espalhou pelo continente a partir do século XVI, impulsionado por Catarina de Médici na França, e consolidou-se no século XVIII com a Revolução Industrial.
A Europa Ocidental popularizou e exportou esse costume para o Ocidente.
Até meados de 1700, o casamento
na Europa era essencialmente
uma transação econômica,
jurídica e de alianças familiares.
O indivíduo importava menos que a sobrevivência ou a expansão do patrimônio da família.
A virada começou com o Iluminismo (que defendia a liberdade individual) e o Romantismo na literatura.
A ideia de que o afeto mútuo e a compatibilidade emocional deveriam ser a base de uma união começou a ganhar os corações da classe média emergente.
A industrialização e a urbanização deram o golpe mais profundo nos casamentos arranjados.
Para a população comum, antes o casamento dependia da herança da terra ou do ofício do pai.
Com o surgimento dos empregos nas fábricas e nas cidades, os jovens passaram a ganhar seus próprios salários.
Ao conquistarem independência financeira mais cedo, o poder de veto e escolha dos pais enfraqueceu drasticamente.
Na segunda metade do século XIX, a escolha autônoma já era a regra para as classes trabalhadoras urbanas.
Na Alta Nobreza a prática resistiu com força total durante todo o século XIX.
Casamentos dinásticos ou para fundir grandes fortunas industriais continuaram sendo rigidamente controlados pelos pais.
O casamento Tupi era, antes de tudo, uma forma de aliança política, econômica e social entre famílias e aldeias.
A estrutura de parentesco era muito rígida.
O arranjo mais valorizado e comum era o casamento avuncular, no qual um homem tinha o direito (e muitas vezes a obrigação) de se casar com a filha de sua própria irmã (sua sobrinha).
Caso o tio não quisesse ou já fosse casado, a preferência seguinte recaía sobre o casamento entre primos cruzados (o filho de um homem com a filha da irmã desse homem).
A maioria da população era monogâmica.
No entanto, a poligamia (ter várias esposas) era permitida e vista como um sinal de alto status social, riqueza e liderança.
Chefes políticos (caciques) e grandes guerreiros costumavam ter várias esposas, o que ampliava suas alianças políticas com outras famílias e aumentava a força de trabalho na agricultura e na preparação de alimentos e bebidas para as festas (como o cauim).
Não havia uma festa de casamento focada nos noivos.
O pretendente pedia a mão da jovem aos pais dela (ou ao tio materno).
Se aceito, o noivo passava a viver na casa dos sogros.
Ele devia trabalhar para o sogro durante os primeiros anos, ajudando na caça, na derrubada da mata para a roça e na construção da oca, como uma forma de compensação pela perda da força de trabalho da filha.
Gemini
Fabiana: 1.400 tribos / aproximadamente
1.000 línguas distintas.👍🏽
William: Essa é outra coisa que gostei da colonização.
Unificar o idioma.
Teria sido melhor o inglês, mas o português criou uma identidade a parte no continente americano.
Sem a administração de Portugal, primeiro não teríamos esse imenso território.
E se tivéssemos seria uma torre de babel.
Valeu Portugal!
✧✧✧
Resumo:
1. Admiração pela Sociedade Judaico-Cristã: Você sintetiza sua visão positiva sobre as heranças culturais europeias ao declarar que gosta das estruturas e dos costumes moldados pela sociedade judaico-cristã.
2. Valorização da Autonomia Afetiva: Um dos pontos centrais que você defende e admira na cultura herdada da Europa é a liberdade de escolha individual no matrimônio, permitindo que as pessoas casem por vontade própria, em vez de se submeterem a casamentos arranjados pelos pais.
3. A Origem Geopolítica do Garfo: Você argumenta e contextualiza historicamente que o garfo possui raiz europeia, visto que sua sede de difusão original (o Império Bizantino/Constantinopla) mantinha seu centro político, administrativo e urbano no lado europeu do Estreito de Bósforo.
4. O Papel da Europa Ocidental na Difusão de Costumes: Você aponta que, embora o garfo tenha surgido na parte oriental (Bizâncio) e enfrentado resistência inicial como um "luxo escandaloso" no século XI, foi a Europa Ocidental que efetivamente consolidou, popularizou e exportou esse hábito para o restante do Ocidente a partir do século XVI.
5. A Transição da Conveniência para o Afeto: Seu texto demonstra como o Iluminismo alterarou a mentalidade europeia a partir de 1700, deslocando o foco do casamento de uma mera transação econômica ou aliança familiar para uniões baseadas no afeto mútuo e na compatibilidade emocional.
6. A Industrialização como Motor de Liberdade: Você argumenta que a Revolução Industrial e a urbanização foram determinantes para enfraquecer o controle dos pais. Ao migrarem para as cidades e receberem salários próprios, os jovens da população comum conquistaram independência financeira e, consequentemente, o poder de decidir suas próprias vidas.
7. Persistência das Tradições no Topo da Pirâmide Social: Você ressalta uma importante distinção de classe, mostrando que, enquanto as classes trabalhadoras urbanas já escolhiam seus cônjuges de forma autônoma no século XIX, a Alta Nobreza resistia rigidamente à mudança para preservar fortunas e casamentos dinásticos.
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