segunda-feira, 22 de junho de 2026

Minha Consciência

 

Adriano: Isso que chamam de guerra cultural não é nada mais e nada menos do que uma disputa de horizontes de consciência.
  No fim, aquele que tiver o horizonte mais amplo sempre acabará devorando os demais.


William: Eu divido a guerra cultural em duas frentes.

ECONOMICAMENTE - considero ideias de Marx em oposição as de Smith.
 Sou mais Adam Smith, centro direita

COMPORTAMENTO - é o progressismo em oposição o conservadorismo. 
  Sou conservador light.
  Antes de 1960 eu seria progressista.
  Mas o movimento “sexo, drogas e rock”, acho que nos levou longe demais nos fazendo chegar ao funk “proibidão”... letras horrorosas e comportamentos lascivos, a glorificação da “mãe solo” e do “zé droguinha”...

  Quanto a esse "horizonte de consciências" é subjetivo demais, cabe qualquer coisa que imaginarmos.
  Os mais á esquerda por exemplo falam de consciência de classe:

 
  Consciência de classe é a percepção de um grupo social sobre sua posição na estrutura econômica e seus interesses coletivos em relação a outras classes.
  Para Marx, o proletariado precisava ir além de ser uma classe "em si" (definida objetivamente) e tornar-se uma classe "para si" reconhecendo sua exploração e agindo coletivamente para transformar o sistema.
  Claude

 

  Adam Smith (e eu) defendia o livre mercado, tanto quanto possível.
  Isso quer dizer que não deve haver uma imposição do Estado proibindo qualquer cidadão de ter um negócio próprio contratando outras pessoas ou trabalhar por conta própria, ser autônomo.

  O papel do Estado é criar normas técnicas para o exercício das atividades.

  Imagine que a "proletária" Marina é funcionária da Bosch.
  Faz curso de cabeleireira, decide trabalhar autonomamente em casa ou atendendo a domicilio.
  Não sei como o Estado regulamenta isso e estou com preguiça de procurar 😉.
  Geralmente a pessoa permanece na informalidade.

  A clientela aumenta muito, Marina decide abrir um salão e contratar duas auxiliares.
  Nesse caso, ela será meio que obrigada a abrir firma, ter uma pessoa jurídica, seguir todas as normas técnicas e fiscais para esse tipo de atividade.

  Tudo corre bem, o salão prospera é ampliado, abre até a segunda unidade, Marina vira empresaria bem sucedida.

   Minha pergunta é:
   A qual classe Marina pertence!?

   Minha esposa trabalha na Pirelli, tem cargo de algum destaque que lhe confere uma renda diferenciada na empresa.
   Minha esposa nunca teve a menor vontade de abrir algum negócio,  ainda mais depois que viu o quanto eu sofri ao fazer isso.
   Minha esposa também nunca teve pretensão de ser encarregada, é ótima profissional, mas não quer ser responsável (supervisionar) o trabalho de ninguém.

  Eu fui funcionário comum por anos.
  Foi me oferecido o cargo de encarregado, o salário dobrava, na pobreza que eu estava só olhei para isso.😉
  Foi osso, muita responsabilidade mesmo.
  Mas fui dando meu jeito, o aumento de renda possibilitou eu cursar a faculdade e mais tarde comprar meu apartamento.
  A empresa fechou.
  Tentei tocar um pequeno restaurante, contratei pessoas ... foi a pior fase da minha vida adulta, não gosto nem de lembrar.
  Voltei a ser funcionário comum, comecei prestar concursos públicos, consegui um cargo no serviço publico...
  A qual classe eu pertenço?

    Na "minha consciência", a vida é dinâmica.   

  Essa coisa do "nós" contra "eles" ... eles quem!?


 Uma das opiniões que mais encontro nos debates é que
existe uma elite unida que domina a tudo e a todos.

"Eles" mantem a África pobre.
"Eles" são racistas, homofóbicos, detestam imigração.
"Eles" controlam os Governos.
"Eles" controlam a mídia.
"Eles" não querem educação para o povo.
"Eles" não querem que saibamos da existência de extra terrestres ..

Cada um tem sua "elite dominante" preferida.😉
(Por vezes substituem o termo "ELITE DOMINANTE"
por "O SISTEMA".)



 Meu patrão Sérgio Elias me confiou o cargo de encarregado na empresa dele, dei o melhor de mim para que tudo funcionasse satisfatoriamente, nunca me senti explorado.
  Sabia dos perrengues que ele enfrentava.

  Quando me ferrei com o restaurante, ainda bem que minha esposa estava bem empregada na EMS (Industria Farmacêutica), depois foi para Pirelli.
  Ainda bem que em Campinas e região tem empresas prósperas.

  "No fim, aquele que tiver o horizonte mais amplo sempre acabará devorando os demais."

   Me parece que as ideias de Adam Smith se adequam melhor a dinâmica humana.
   No entanto as ideias de Marx, no Brasil, não conseguimos devorar... lamentável ...



✧✧✧

 

 Resumo: 

   
1. Divisão Bidimensional da Guerra Cultural: Você estrutura o debate em duas frentes distintas: a econômica, exemplificada pela oposição entre Marx e Adam Smith, e a comportamental, delimitada pelo embate entre o progressismo e o conservadorismo.

2. Posicionamento Político-Ideológico: Você se define na centro-direita no espectro econômico, alinhando-se a Adam Smith, e como um "conservador light" nos costumes, avaliando que os excessos do movimento cultural pós-1960 resultaram em comportamentos lascivos e letras musicais horrorosas (como o funk "proibidão").

3. Defesa do Livre Mercado e do Empreendedorismo: Alinhado a Smith, você defende que o Estado não deve impor proibições ao cidadão que deseja abrir o próprio negócio, trabalhar de forma autônoma ou contratar terceiros, cabendo ao poder público apenas o papel de criar normas técnicas para o exercício dessas atividades.

4. Crítica à Subjetividade e Rigidez do "Horizonte de Consciências": Você contesta a utilidade prática do conceito de "horizonte de consciências" trazido por Adriano e da "consciência de classe" marxista, considerando-os abstratos e incapazes de abarcar as nuances reais da sociedade.

5. A Fluidez da Vida contra a Divisão de Classes: Através dos exemplos práticos da Marina (que transita de funcionária a empresária autônoma) e de sua própria trajetória (de funcionário comum a encarregado, depois proprietário de restaurante e, por fim, servidor público), você demonstra que a vida é dinâmica, o que invalida as caixas estáticas de divisão social.

6. Rejeição ao Maniqueísmo do "Nós contra Eles": Você critica a narrativa recorrente nos debates de que existe uma "elite unida" ou um "sistema" homogêneo responsável por todos os males do mundo, apontando que cada grupo costuma projetar e escolher a sua própria "elite dominante preferida" para culpar.

7. Validação das Relações de Trabalho e o Contexto Local: Longe da lógica de exploração contínua, você destaca uma relação de confiança e respeito com seu antigo patrão e valoriza a prosperidade de grandes empresas em Campinas (como a EMS e a Pirelli), que serviram de suporte econômico para sua família, concluindo que as ideias de livre mercado de Adam Smith se adequam muito melhor à dinâmica da realidade humana.


  

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