quarta-feira, 17 de junho de 2026

Treinamento Social

 



Fernando:  Crescemos treinados a ver a vida como uma sequência lógica, mas a realidade não é linear. 
  Carreira, relacionamentos e maturidade não seguem roteiros. 
  Essa expectativa de progresso constante só gera sofrimento.
  Jovens acham que uma escolha define os próximos 50 anos, e adultos sentem que falharam por não saberem para onde vão.
  Nossa mente tenta transformar bagunça em história para nos confortar, mas a vida real não tem roteirista; às vezes, um imprevisto é só um problema, sem lição profunda. 
   Isso é libertador, mudar de rota não é fracasso e estar confuso não significa que tudo deu errado.

William: Veja o caso da pobreza, não sei porque todo mundo acha que nasceu para ficar rico!?
  Se aos 30 não está muito bem sucedido … é o planejamento diabólico de algum sistema que impede o curso natural das coisas que seria mesmo nascendo pobre ficar rico até os 30 ou no máximo 40 anos.😉

  Discordo do Fernando quando sugere que somos treinados a ver a vida como uma sequência lógica.
  Quem dera isso acontecesse.
  Uma das coisas que mais falam para as crianças é que elas podem ser o que quiserem ser.

  Eu não responsabilizo só os adultos.
  Desde cedo percebi que as limitações ou potencias de uns são bem diferentes dos outros.
  Alguns coleguinhas aprendiam fácil, outros tinham grande dificuldade.
  Alguns coleguinhas tinham lares bem estruturados, eram bem cuidados, enquanto outros viviam em lares problemáticos, meio que deixados a própria sorte.
  Quero dizer que a criança, independente do ambiente, tem seu próprio senso de realidade ou não.
  Fantasiar demais as coisas não pode ser debitado apenas a um “treinamento” que o Fernando acha que acontece, diminuindo nossa própria capacidade (enquanto individuo) de perceber as coisas.

  Seguindo no exemplo da pobreza...
  Minha percepção independente do “treinamento” dos meus pais é que:
 
  
  A pobreza é uma condição natural da humanidade.
  Basta observar como viviam os povos indígenas ou nossos ancestrais, recursos escassos, vida simples, sem acúmulo de riqueza.
  Quando surgiram reis e cortes, a riqueza continuou sendo exceção; a maioria permanecia pobre.
  O capitalismo trouxe avanços, ampliou a classe média, mas a riqueza ainda é situação de poucos.

  Quem diz que pobreza é apenas uma construção social ignora a realidade que desde o nascimento, já sabemos em que condição social cada criança virá ao mundo.  
  Os pais, ao decidir ter filhos, têm consciência da situação econômica que os espera.
   Se todos possuem apenas o necessário (como propõe algumas ideologias), isso não significa que sejam ricos; significa que vivem dentro de uma limitação natural de recursos.



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 Resumo: 


1. A pobreza como condição histórica e natural: Você argumenta que a pobreza não é meramente uma construção social moderna, mas a condição natural e histórica da humanidade. Desde os nossos ancestrais e povos indígenas até as sociedades com reis e cortes, a escassez de recursos e a vida simples eram a regra, sendo a riqueza sempre a exceção.

2. Ironia quanto à expectativa generalizada de enriquecimento: Você ironiza a crença popular de que todas as pessoas "nasceram para ser ricas" e a tendência de culpar um "planejamento diabólico do sistema" quando alguém não atinge o sucesso financeiro aos 30 ou 40 anos, ignorando que a riqueza não é o curso natural automático para todos.

3. Crítica à falta de lógica na educação infantil (Excesso de Fantasia): Você discorda de que somos treinados para ver a vida de forma lógica. Pelo contrário, afirma que a sociedade enche a cabeça das crianças com fantasias impraticáveis, como a promessa de que "elas podem ser o que quiserem ser".

4. O senso de realidade individual da criança: Você defende que a capacidade de perceber a realidade ou de fantasiar varia de indivíduo para indivíduo desde a infância. Portanto, essa percepção não pode ser totalmente creditada ou debitada a um "treinamento social", o que tiraria a responsabilidade e a capacidade do indivíduo de notar as coisas por si mesmo.

5. Reconhecimento precoce das desigualdades e limitações: Você aponta que, desde cedo, é possível observar de forma prática que as pessoas têm limitações e potenciais cognitivos diferentes, bem como origens familiares estruturadas ou problemáticas muito distintas.

6. Consciência prévia da condição social no nascimento: Você argumenta que a vinda de uma criança ao mundo em determinada classe social não é uma surpresa ou mera construção abstrata, pois os pais já têm plena consciência da própria situação econômica no momento em que decidem ter filhos.

7. O Capitalismo e os limites naturais de recursos: Embora reconheça que o capitalismo trouxe avanços e expandiu a classe média, você reforça que a riqueza continua restrita a poucos porque viver dentro de uma limitação de recursos é a realidade prática, e todos ter apenas o necessário (como propõe algumas ideologias) não torna as pessoas ricas.


  

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