sábado, 20 de junho de 2026

Escala 171

 



 Jornais 17/06/2026:    GOVERNO RETIRA URGÊNCIA
de projeto de lei que regula fim da escala 6x1.

Sandra: Pesquise o motivo. 
  Alguma coisa a ver com os senadores ou na verdade com o Alcolumbre. 
  Certamente que esse governo quer 5x2 para todo trabalhador brasileiro. 
  Vamos pesquisar e descobrir o que esta acontecendo ok?

William: Simplesmente o Governo tem votações que considera mais urgentes.
  Essa questão da 6 por 1 estava trancando a pauta.

João: Sim. Mas isso não quer dizer que o Lula, abandonou o projeto do fim da escala 6x1. 
  O recuo é uma questão de estratégia. 
  O Lula, vai votar com força no projeto quando for reeleito. 😉😉😉😉😉😉

William: Então, eu iria escrever isso, mas achei que seria tão criticado nesse ambiente mais á esquerda que preferi me poupar.😉
  Minha aposta é que Lula está preferindo deixar como promessa de campanha, tipo a famosa picanha e o fim dos sigilos.
  Se ele for reeleito o fim da escala 6 por 1 acontece.
  O eleitor dele não precisa desse tipo de “estratégia”, vota nele de qualquer jeito.
  Ele quer garantir o voto dos Isentões.

Leandro: O Governo não tem como forçar a pauta e ainda correr o risco de perder a votação sem ter a maioria do congresso.

William: Não sei disso não “nessa questão.”
  A Câmara dos Deputados aprovou a PEC 221/19 que acaba com a escala 6x1, com 461 votos favoráveis e APENAS 19 contrários. 
  Extingue a escala 6x1 e reduz a jornada máxima para 40 horas semanais, foi aprovada no fim de maio de 2026. 
  O texto prevê transição gradual de 14 meses e dois dias de folga por semana, sem redução salarial.
  O texto segue agora para votação no Senado, precisará passar por comissões (como a CCJ) antes de ser votada em definitivo no plenário do Senado.
  Trâmite absolutamente normal.

   A turma do Lula esperava que oposicionistas como Nikolas Ferreira (só um exemplo) votassem contra.
  Se a PEC fosse rejeitada a “narrativa” seria que o PT tentou melhorar a vida do trabalhador, mas Nikolas e sua turma não deixaram.
  Se a PEC mesmo assim fosse aprovada a narrativa seria que o PT venceu a tirania da oposição que votou contra os trabalhadores.

  A oposição como estratégia política (que eu concordei, até sugeri em alguns comentários) pagou para ver.
  Sugeriu até pautar o projeto da Érica de escala 4 por 3.

  COMO VÊ, A URGÊNCIA PODERIA SER MANTIDA E O PROJETO PASSARIA.

   Mas com caras como Nikolas e Gustavo Gayer votando a favor e até sugerindo apoiar a 4 por 3 ... que vantagem política o PT teria!?

   Nem todos fazem investigação mais aprofundada do que acontece no Congresso.
  A maioria só vê manchetes.
  A UOL e mídia do tipo iria postar em letras garrafais.

  “Nikolas e Gayer votam contra
 o fim da escala 6 por 1,
 traidores do povo trabalhador."

   Sem Lula poder surfar nessa onda ... melhor retirar a urgência e tornar promessa eleitoral para 2027.
   Escala 171 😉.
   (O estelionato eleitoral já tão conhecido pelo povo brasileiro em 2014, 2022 e agora 2026, não tem povo inocente).


 
    O que eu acho um tanto infantil é o catastrofismo. 😉

   NÃO! 

   Fim da escala 6 por 1 não vai quebrar o Brasil.

   Vai aumentar o custo, mas já vivemos nesse tipo de cenário há décadas.

   Lembremos que quase metade das ocupações (nem vou falar empregos) são informais.

   Dos empregos formais, a maioria já faz 5 por 2.

   E houve grande crescimento dos PJ.


   O triste para mim é proibir horas extras ou por um limite muito baixo.

   De repente o jovem quer juntar grana para  comprar uma moto elétrica (só um exemplo), a empresa que ele trabalha poderia disponibilizar horas extras, mas é proibida por lei.

   Esse jovem depois do dia de trabalho vai precisar fazer um bico provavelmente informal.

   Uma grana que poderia juntar de maneira mais tranquila, sem deslocamento, vai ter duplo desgaste ou não vai conseguir juntar dinheiro.

   Quem não  tem nenhuma ambição de melhorar financeiramente vai estar tudo bem.

   Quem tem, vai ficar  prejudicado, mais uma daquelas ações que mantém o pobre ... pobre com menos oportunidades de melhorar.


William Robson - Link



✧✧✧

 

 Resumo: 


1. Retirada de urgência por motivos de prioridade na pauta: Inicialmente, você aponta que a retirada da urgência do projeto que regula o fim da escala 6x1 ocorreu simplesmente porque o governo considerou outras votações mais urgentes, já que o tema estava travando o andamento dos trabalhos no Congresso.

2. Estratégia eleitoral do governo para garantir "isentões": Você aposta que a decisão do presidente Lula de recuar serve para transformar o fim da escala 6x1 em uma grande promessa de campanha para a reeleição. Na sua visão, o eleitor fiel votará nele de qualquer forma, e essa manobra visa atrair o voto dos eleitores de centro/isentos.

3. Desconstrução do argumento de "falta de maioria": Você rebate a ideia de que o governo retirou a urgência por medo de perder a votação na Câmara, lembrando que a PEC 221/19 já havia sido aprovada com uma esmagadora maioria no fim de maio (461 votos a favor e apenas 19 contra), mostrando que a urgência poderia ser mantida e o projeto passaria.

4. Perda do ganho político e esvaziamento da narrativa do PT: Você argumenta que a urgência foi retirada porque a oposição (como Nikolas Ferreira e Gustavo Gayer) mudou de estratégia, "pagou para ver" e votou a favor (inclusive sugerindo a escala 4x3). Sem poder usar a votação para criar uma narrativa de que a oposição é "inimiga do trabalhador" na grande mídia, o governo perdeu a vantagem política imediata.

5. A "Escala 171": Como o PT não pôde surfar na onda da polarização política por conta do apoio da oposição ao projeto, você conclui que a melhor saída para o governo foi retirar a urgência para adiar o tema e torná-lo uma promessa eleitoral para 2027 — o que justifica o título irônico "Escala 171".

6. Crítica ao catastrofismo econômico: Do ponto de vista econômico, você classifica como "infantil" o discurso de que o fim da escala 6x1 vai quebrar o Brasil. Embora reconheça que a mudança aumentará o custo, você pondera que o mercado atual já convive com esse cenário econômico, possui alta taxa de informalidade, grande crescimento de PJs e que a maioria dos empregos formais já adota o modelo 5x2.

7. Prejuízo à ambição dos jovens e limitação de renda: O seu principal argumento crítico ao mérito da lei é sobre a limitação ou proibição de horas extras. Você defende que impedir o jovem de fazer horas extras na própria empresa limita quem tem ambição de melhorar de vida rapidamente (como juntar dinheiro para comprar um bem), empurrando esse trabalhador para o desgaste de um segundo emprego informal e, no fim, reduzindo suas oportunidades de crescimento financeiro.

  

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