António Lobo Antunes (escritor e psiquiatra português): "A cultura é uma coisa apavorante para os ditadores.
Um povo que lê nunca será um povo escravo."
William >> Na imagem postada no Instagram tinha pessoas lendo livros físicos.
Não entendo essa “santificação” da leitura de livros físicos.
É importante adquirir conhecimento, mas ler não tem o poder mágico de mudar o caráter da pessoa.
Na maioria dos cursos de Faculdade é preciso ler muitos livros.
Se como dizem, a “elite” estuda nas melhores
escolas, leem os melhores livros, então o topo da pirâmide deveria ser de humanos maravilhosos em todos os sentidos.
Crimes do colarinho branco não aconteceriam.
Ou a leitura só faz milagre no caráter do pobre!?😉
Estava assistindo Talk Show, o comediante passou uma informação super interessante.
"A Revolução Francesa garantiu a democracia cortando a cabeça de todos que pensavam diferente do grupo que tomou o poder."
Ficou aquele climão, alguns que entenderam a ironia riram, eu por exemplo.
O que o comediante disse a seguir fez todos rirem, menos eu:
"Vi isso no Tik Tok."
Se ele dissesse que leu em uma enciclopédia física famosa ou que aprendeu em algum curso de Universidade respeitável ... tudo bem, nem teria graça e provavelmente é a verdade.
Dizer que viu no Tik Tok ... só pode ser piada ...
Eu li inúmeros livros físicos e exageros a parte foi bem o que aconteceu na Revolução Francesa.
Quem era meio "Zé Ninguém" (igual eu e provavelmente o leitor) podia até reclamar.
Não é que ao questionar qualquer coisa sobre a revolução o cidadão "comum" já iria para guilhotina.
Isso não acontece nem em regimes muito autoritários, se não, mata pelo menos 25% da população, sempre tem quem reclame sobre qualquer coisa.
O problema é a relevância do cidadão, até onde sua reclamação ecoa.
Se é um líder comunitário, jornalista, líder religioso, ex politico do que foi oposição.
A cabeça tinha grandes chances de rolar.
Tik Tok eu não gosto, aquelas postagens de segundos me irritam bastante, mas o Shorts do YouTube assisto com frequência, predomina postagens mais longas cerca de dois minutos.
Em dois minutos dá para condensar muita informação.
Já adquiri muito conhecimento assistindo documentários na TV aberta mesmo.
Já adquiri muito conhecimento ouvindo palestras, na escola tem os livros, mas também tem o professor "palestrando".
Meu ponto aqui é que livros físicos são uma forma de adquirir conhecimento, não a única ou mais importante atualmente.
Nos livros digitais estão escritas as mesmas coisas.
Tem postagens dizendo que ler livro físico é mais eficiente para o cérebro que o livro digital, na tela.
Há estudos "neurocientíficos" sendo divulgados dizendo que nos distraímos com a facilidade de rolar a tela... como se virar a página fosse algo muito difícil ...😉
Sei não, passar os olhos por uma publicação que não me interessa tanto eu sempre fiz, na sala de espera de um consultório ou mesmo no jornal físico, nem tudo que estava ali me interessava.
Quando ao acaso encontrava algo que me prendia a atenção eu focava.
Por isso essas pesquisas me parecem tendenciosas, sabe quando o pesquisador vê o que quer ver?
E aqui entra outro ponto, nossa adaptação biológica a mudanças não é instantânea, nem igual para todos.
Acredito que nosso cérebro demorou a se adaptar as letras impressas.
Não duvido que houvesse quem defendesse que os livros escritos à mão eram mais “aconchegantes”.😉
Minha adaptação a leitura digital é excelente.
Não sinto falta dos livros físicos.
Talvez seja pela minha vista já não ser tão eficiente, as letrinhas miúdas me cansam mais.
De qualquer forma, meu foco é o mesmo em matérias que despertam meu interesse.
Se não desperta, passo para outra como fazia em livros físicos chatos (pra mim) ou matérias de revistas e jornais.
"Quando a imprensa de tipos móveis de Gutenberg surgiu no século XV, houve forte resistência.
Humanistas e intelectuais da época argumentavam que os manuscritos à mão possuíam uma "alma", uma estética e uma experiência de leitura que o texto impresso, industrializado e padronizado, jamais conseguiria replicar."
*Gemini*
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Resumo:
1. Desmistificação do "poder mágico" da leitura no caráter: A leitura, seja em que formato for, é uma ferramenta de aquisição de conhecimento, mas não garante elevação moral ou mudança de caráter. Como evidência, você aponta que elites instruídas que leem os clássicos nas melhores universidades continuam cometendo crimes de colarinho branco.
2. Rejeição à "santificação" do livro físico: O livro impresso é apenas uma das formas de acesso ao conhecimento — e não a única nem a superior. O conteúdo digital carrega o mesmo texto e cumpre a mesma função de transmissão de ideias.
3. Validação de novas mídias e formatos curtos: Vídeos curtos (como os Shorts do YouTube), documentários e palestras conseguem condensar e transmitir informações reais e históricas de forma ágil e eficiente, desafiando o preconceito de que o conhecimento válido só reside em páginas impressas.
4. Ceticismo quanto às pesquisas de inferioridade da tela: As pesquisas neurocientíficas que apontam maior dispersão nas telas parecem tendenciosas (viés do pesquisador). A ação de "passar os olhos" (skimming) por conteúdos irrelevantes sempre existiu no meio impresso, como em jornais ou revistas de sala de espera.
5. O interesse pessoal como o verdadeiro motor do foco: O fator determinante para a atenção e a retenção não é o suporte (papel ou tela), mas sim o interesse pelo assunto. Se a matéria desperta curiosidade, o foco acontece; se for chata, o leitor dispersa em qualquer meio.
6. A adaptação biológica e a evolução dos suportes: A transição para o digital é um processo contínuo de adaptação individual e plasticidade. Da mesma forma que a sociedade demorou a se acostumar com a imprensa de Gutenberg após o manuscrito, a adaptação à tela varia de pessoa para pessoa.
7. Ergonomia e funcionalidade na experiência individual: A leitura digital oferece vantagens práticas reais, como o ajuste de tamanho de fonte e contraste, sendo mais eficiente e confortável para quem sofre com o cansaço visual provocado por letras miúdas impressas.
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