Comentarista >> Não acho justo o Brasil subsidiar bilhões para uma multinacional que envia lucros ao exterior.
Só em 2024, a empresa deixou de pagar R$ 2,1 bilhões em impostos, montante equivalente a 80% do uso da Lei Rouanet e o dobro do orçamento do Ministério dos Povos Indígenas.
Globalmente, a empresa infla em até 64 vezes o preço do concentrado vendido às engarrafadoras para embutir royalties e marketing sem pagar impostos de licenciamento.
No Brasil, a operação ocorre na Zona Franca de Manaus, isenta de IPI; ainda assim, as engarrafadoras geram créditos tributários de um IPI que nunca foi pago.
Embora legalizada pelo STF e mantida por forte lobby, a prática prejudica os cofres públicos.
Resta saber se a reforma tributária taxará o setor.
William >> Esse vídeo exemplifica uma coisa que falo a exaustão.
Vamos a um exemplo paralelo.
Você mulher descobre que seu marido tem uma amante.
Seu marido tem um compromisso com você a amante não.
Quem deve ser alvo principal da sua ira ou cobrança?
Qualquer pessoa com o mínimo de sensatez diria que é o marido.
Quem tem um compromisso com você eleitor?
É o político, certo?
Mas o Comentarista ignora isso totalmente trata o político como vítima indefesa do "lobby" da diabólica Coca Cola.
A Zona Franca tem pelo menos mais 500 empresas com o mesmo tipo de isenção.
O próprio vídeo afirma que a Coca Cola age dentro da lei.
Se você leitor ganha menos de 5 mil está isento do IR, é uma decisão legal.
Imagine quanto esta deixando de pagar caso a isenção fosse só até 3 mil.
Quer dizer então que o governo está te pagando alguma coisa!?
Diz que os que usam a Lei Rouanet geram empregos ... a indústrias de refrigerantes não!?
No Brasil, o Sistema Coca-Cola (formado pela empresa e suas engarrafadoras parceiras) emprega:
Empregos diretos: Cerca de 25 mil a 26 mil colaboradores atuando em suas fábricas e centros de distribuição.
Empregos indiretos e na cadeia: Estimados em cerca de 570 mil empregos ao longo de toda a cadeia produtiva, incluindo logística, agricultura, embalagens e mais de 1 milhão de pontos de venda (comércios, mercados e restaurantes).
Gemini
Vamos a parte mais importante ....
Partidos "declaradamente" de esquerda estão no poder desde 1994, PSDB e PT.
1. José Sarney (1985–1990): PMDB
2. Fernando Collor de Mello (1990–1992): PRN
3. Itamar Franco (1992–1995):PRN e depois PMDB (filiou-se ao PMDB em 1992)
4. Fernando Henrique Cardoso (1995–2002): PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira).
5. Luiz Inácio: PT
6. Dilma: PT
7. Temer: PMDB (Foi vice da Dilma)
PMDB é um partido fisiológico, Sarney congelou preços algo impensável caso fosse um partido de "direita".
PRN não existe mais, outro partido fisiológico, confiscou a poupança, uma intervenção tamanha do Estado, lembrem-se direita prega estado mínimo.
Collor abriu um pouco nosso mercado, mas até hoje somos um dos mercados mais fechados do mundo.
Em termos de liberdade econômica, a última vez que vi, estávamos depois da posição 120, para terem uma ideia o Uruguai estava na posição 35.
Enfim...
A Zona Franca de Manaus é realmente uma aberração.
Porque ainda existe!?
Nós enquanto povo votamos nos políticos, eles tem "compromisso fiscal" com a gente não a Coca Cola e outras 500 empresas.
Vamos supor que a Coca Cola faça o que o Comentarista quer, não use a lei que dá uma vantagem a ela e pague mais impostos.
Você (e eu) que consome Coca Cola vai apenas dar mais dinheiro para o Governo.
A não ser que a empresa aceite diminuir a margem de lucro.
O que você acha mais provável acontecer?
Lembra das taxas das blusinhas?
Quem acaba pagando?
As margens de lucro dessas empresas geralmente são apertadas, eles ganham na escala (quantidade).
Aumenta o preço (com mais impostos) diminui a venda.
Ou seja, "no mínimo" o aumento de impostos vai ser repassado integralmente para o consumidor.
A mesma fabrica sendo obrigada a produzir menos, eleva os custo de produção por unidade.
O que sobra de tudo isso é apenas o Governo arrecadando mais... por um tempo.
A diminuição ou estagnação do comércio e indústria acaba reduzindo a possibilidade de maior arrecadação.
Essa lógica entra em sua mente?
O Brasil terá o maior imposto de valor agregado do mundo com a reforma tributária?
Entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a maior alíquota é da Hungria, de 27%, e a menor do Canadá, com 5%.
✧✧✧
Resumo:
1. Responsabilidade do Político (Analogia do Marido): Quem tem compromisso e dever de prestação de contas com o eleitor é o político eleito, e não a empresa. O comentarista erra ao vitimizar o poder público e vilanizar a Coca-Cola, que apenas atua dentro da lei.
2. Isenção Não É Dinheiro Dado pelo Governo: Estar isento de um imposto dentro do que prevê a legislação (seja a Coca-Cola na ZFM ou um cidadão isento do IR) não significa receber dinheiro público, mas sim exercer um direito legal de não ser tributado.
3. Geração Real de Empregos: Há uma contradição no discurso que passa pano para incentivos da Lei Rouanet alegando geração de empregos, enquanto ignora que o Sistema Coca-Cola gera mais de 25 mil empregos diretos e cerca de 570 mil indiretos em sua cadeia produtiva.
4. Hegemonia Política e Intervenção Estatal: O Brasil é governado há décadas por partidos de esquerda ou fisiológicos (como PMDB e PRN) que promoveram forte intervenção estatal (congelamento de preços, confisco da poupança), mantendo o país entre os mais fechados e com baixa liberdade econômica no mundo.
5. O Custo do Imposto Cai no Consumidor: Exigir que a empresa pague mais impostos ou perca benefícios não afeta o lucro da multinacional, pois as margens operam no ganho por escala. O imposto extra é repassado integralmente ao consumidor final no preço do produto (como ocorreu na "taxa das blusinhas").
6. Efeito Colateral na Produção e Arrecadação: O aumento da carga tributária encarece o produto, reduz as vendas e força a fábrica a produzir menos, o que eleva o custo unitário. Com a estagnação do comércio e da indústria, a própria arrecadação do governo acaba caindo no longo prazo.
7. Incentivos Distorcidos da Zona Franca de Manaus: A ZFM é uma aberração tributária mantida pelos próprios governantes e políticos que o povo elegeu, demonstrando que a falta de compromisso fiscal parte do Estado, e não do setor privado.
.

Nenhum comentário:
Postar um comentário