quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Compromisso Fiscal

 




Comentarista >> Não acho justo o Brasil subsidiar bilhões para uma multinacional que envia lucros ao exterior. 
  Só em 2024, a empresa deixou de pagar R$ 2,1 bilhões em impostos, montante equivalente a 80% do uso da Lei Rouanet e o dobro do orçamento do Ministério dos Povos Indígenas.
  Globalmente, a empresa infla em até 64 vezes o preço do concentrado vendido às engarrafadoras para embutir royalties e marketing sem pagar impostos de licenciamento. 
  No Brasil, a operação ocorre na Zona Franca de Manaus, isenta de IPI; ainda assim, as engarrafadoras geram créditos tributários de um IPI que nunca foi pago. 
  Embora legalizada pelo STF  e mantida por forte lobby, a prática prejudica os cofres públicos. 
  Resta saber se a reforma tributária taxará o setor.

William >> Esse vídeo exemplifica uma coisa que falo a exaustão.
  Vamos a um exemplo paralelo.
  Você mulher descobre que seu marido  tem uma amante.

  Seu marido tem um compromisso com você a amante não. 

  Quem deve ser alvo principal da sua ira ou cobrança?
  Qualquer pessoa com o mínimo de sensatez diria que é o marido.

   Quem tem um compromisso com você eleitor?
   É o político, certo?
   Mas o Comentarista ignora isso totalmente trata o político como vítima indefesa do "lobby" da diabólica Coca Cola.
   A Zona Franca tem pelo menos mais 500 empresas com o mesmo tipo de isenção.
   O próprio vídeo afirma que a Coca Cola age dentro da lei.

  Se você leitor ganha menos de 5 mil está isento do IR, é uma decisão legal.
  Imagine quanto esta deixando de pagar caso a isenção fosse só até 3 mil.
  Quer dizer então que o governo está te pagando alguma coisa!?
  Para Coca Cola ele usa essa narrativa para os que usam a Lei Rouanet passa pano.
  Diz que os que usam a Lei Rouanet geram empregos ... a indústrias de refrigerantes não!?


  No Brasil, o Sistema Coca-Cola (formado pela empresa e suas engarrafadoras parceiras) emprega:
  Empregos diretos: Cerca de 25 mil a 26 mil colaboradores atuando em suas fábricas e centros de distribuição.
  Empregos indiretos e na cadeia: Estimados em cerca de 570 mil empregos ao longo de toda a cadeia produtiva, incluindo logística, agricultura, embalagens e mais de 1 milhão de pontos de venda (comércios, mercados e restaurantes).

Gemini

  Vamos a parte mais importante ....

  Partidos "declaradamente" de esquerda estão no poder desde 1994, PSDB e PT.

1. José Sarney (1985–1990): PMDB 
2. Fernando Collor de Mello (1990–1992): PRN 
3. Itamar Franco (1992–1995):PRN e depois PMDB (filiou-se ao PMDB em 1992)
4. Fernando Henrique Cardoso (1995–2002): PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira).
5. Luiz Inácio: PT
6. Dilma: PT
7. Temer: PMDB (Foi vice da Dilma)

  PMDB é um partido fisiológico, Sarney congelou preços algo impensável caso fosse um partido de "direita".
  PRN não existe mais, outro partido fisiológico, confiscou a poupança, uma intervenção tamanha do Estado, lembrem-se direita prega estado mínimo.
   Collor abriu um pouco nosso mercado, mas até hoje somos um dos mercados mais fechados do mundo.
   Em termos de liberdade econômica, a última vez que vi, estávamos depois da posição 120, para terem uma ideia o Uruguai estava na posição 35.

  Enfim...

  A Zona Franca de Manaus é realmente uma aberração.
  Porque ainda existe!?
  Nós enquanto povo votamos nos políticos, eles tem "compromisso fiscal" com a gente não a Coca Cola e outras 500 empresas. 
  
  Vamos supor que a Coca Cola faça o que o Comentarista quer, não use a lei que dá uma vantagem a ela e pague mais impostos.
  Você (e eu) que consome Coca Cola vai apenas dar mais dinheiro para o Governo. 
  A não ser que a empresa aceite diminuir a margem de lucro.
  O que você acha mais provável acontecer?
  Lembra das taxas das blusinhas?
  Quem acaba pagando?

  As margens de lucro dessas empresas geralmente são apertadas, eles ganham na escala (quantidade).
  Aumenta o preço (com mais impostos) diminui a venda.
  Ou seja, "no mínimo" o aumento de impostos vai ser repassado integralmente para o consumidor.
  A mesma fabrica sendo obrigada a produzir menos, eleva os custo de produção por unidade.

  O que sobra de tudo isso é apenas o Governo arrecadando mais... por um tempo.
  A diminuição ou estagnação do comércio e indústria acaba reduzindo a possibilidade de maior arrecadação.

  Essa lógica entra em sua mente?

  O Brasil terá o maior imposto de valor agregado do mundo com a reforma tributária?
 Entre os países da Organização para a Cooperação e   Desenvolvimento Econômico (OCDE), a maior alíquota é da Hungria, de 27%, e a menor do Canadá, com 5%.

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Resumo:


1. Responsabilidade do Político (Analogia do Marido): Quem tem compromisso e dever de prestação de contas com o eleitor é o político eleito, e não a empresa. O comentarista erra ao vitimizar o poder público e vilanizar a Coca-Cola, que apenas atua dentro da lei.

2. Isenção Não É Dinheiro Dado pelo Governo: Estar isento de um imposto dentro do que prevê a legislação (seja a Coca-Cola na ZFM ou um cidadão isento do IR) não significa receber dinheiro público, mas sim exercer um direito legal de não ser tributado.

3. Geração Real de Empregos: Há uma contradição no discurso que passa pano para incentivos da Lei Rouanet alegando geração de empregos, enquanto ignora que o Sistema Coca-Cola gera mais de 25 mil empregos diretos e cerca de 570 mil indiretos em sua cadeia produtiva.

4. Hegemonia Política e Intervenção Estatal: O Brasil é governado há décadas por partidos de esquerda ou fisiológicos (como PMDB e PRN) que promoveram forte intervenção estatal (congelamento de preços, confisco da poupança), mantendo o país entre os mais fechados e com baixa liberdade econômica no mundo.

5. O Custo do Imposto Cai no Consumidor: Exigir que a empresa pague mais impostos ou perca benefícios não afeta o lucro da multinacional, pois as margens operam no ganho por escala. O imposto extra é repassado integralmente ao consumidor final no preço do produto (como ocorreu na "taxa das blusinhas").

6. Efeito Colateral na Produção e Arrecadação: O aumento da carga tributária encarece o produto, reduz as vendas e força a fábrica a produzir menos, o que eleva o custo unitário. Com a estagnação do comércio e da indústria, a própria arrecadação do governo acaba caindo no longo prazo.

7. Incentivos Distorcidos da Zona Franca de Manaus: A ZFM é uma aberração tributária mantida pelos próprios governantes e políticos que o povo elegeu, demonstrando que a falta de compromisso fiscal parte do Estado, e não do setor privado.



  

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