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sábado, 31 de outubro de 2026

Antiexcessos

 



Rodrigo >> O que há por trás da onda antifeminista nos tempos atuais?
  É nojenta, misógina, preconceituosa e deplorável. 
  Vimos isso chegando e não fizemos nada ou foi algo mais sutil?

William >> Eu vejo uma onda antiexcessos.
  Vamos focar no Brasil que é onde moramos e conhecemos bem nossa cultura e história.
  O movimento feminista lutava no inicio do século passado (1900) para que as mulheres tivessem mais direitos.
  Fui pesquisar qual direito a mulher ainda não tinha pós 1950.

Gemini >>  "A mulher casada ainda era considerada relativamente incapaz pelo Código Civil de 1916.     
  Precisava da autorização do marido para trabalhar fora, abrir conta bancária ou viajar. 
  Esse direito foi conquistado apenas em 1962 com o Estatuto da Mulher Casada (Lei 4.121)."

William >> Tem lei que existe no papel, mas não na pratica.
  Minha mãe, tias, avós trabalhavam normalmente, minha mãe nunca falou que meu pai teve que assinar uma autorização.
  Minha mãe nasceu em 1950, minhas avós não sei, mas evidente que bem antes.

Gemini >> De fato, a realidade prática muitas vezes atropelava a lei.
  Na classe trabalhadora, a sobrevivência econômica falava mais alto, milhões de mulheres exerciam ofícios, na roça, no comércio ou em fábricas, sem que o marido pudesse (ou quisesse) impedir o ganha-pão.

William>>  "Pra mim" fica evidente que a Geração Z feminina (nascidas depois de 2000) não tem nenhum direito a menos que os homens.
  Objetivo que o movimento feminista tinha em 1900 foi alcançado antes de 1950.

  Logo:

  O movimento feminista avança para tirar direito dos homens.

  Exemplo, se a mulher disser que foi abusada isso basta, o homem passa a ser "culpado" até prova ao contrário.
  O home perde o direito de "presunção de inocência".

  Não vejo nenhum projeto querendo tirar o direito de voto das mulheres, mas vejo projetos estabelecendo cotas para elas na politica.
  A maioria da população é feminina, basta votarem nelas mesmas, mas o direito ao voto dos homens é que esta em risco.
   Não importa se eu votar no Adão, a Eva vai ter vaga garantida por lei.
   Quer dizer, tecnicamente eu voto, mas na pratica meu voto pode ser simplesmente desconsiderado se eu votar em um homem.
   Meu direito ao voto só será pleno se eu votar em mulher!!
   Sério mesmo que não devo passar a criticar o feminismo!?
   Se eu vivesse antes de 1950 daria todo apoio a causa.
   Senhoras e senhores estamos em 2026.
   
   Mais uma vez observo aquele fenômeno apontado em inúmeros textos.
   Mais direitos para mulheres fazia todo sentido em 1900, hoje é diminuir o direto dos homens.

✧✧✧



Resumo:

 1. Fenômeno antiexcessos: A onda contemporânea de críticas ao feminismo não nasce de misoginia , mas sim como uma reação de defesa contra excessos e desvios de rumo do movimento original.

2. Conquistas históricas já alcançadas: O objetivo central do feminismo — igualdade de direitos — foi plenamente atingido há décadas (em grande parte antes de 1950 na prática cotidiana das famílias trabalhadoras, e formalmente nos anos 60).

3. Igualdade geracional consolidada: A Geração Z feminina (nascidas após 2000) possui os mesmos direitos que os homens, tornando a pauta de "busca por direitos" obsoleta no contexto atual.

4. Inversão de direitos e perda da presunção de inocência: O feminismo contemporâneo avançou para suprimir garantias masculinas, como exemplificado na relativização da presunção de inocência em denúncias de abuso.

5. Impacto desproporcional do sistema de cotas: A imposição de cotas femininas na política esvazia o valor do voto masculino e anula a livre escolha do eleitor, criando uma reserva de vagas institucionalizada.

6. Dogmatismo anacrônico da sociedade: Há uma estagnação intelectual crônica onde a população e os formadores de opinião continuam aplicando dogmas dos anos 1960 para uma realidade do século XXI que já é totalmente outra.

7. Justificativa para a crítica atual: Apoiar o movimento no passado era lógico e justo; contudo, no cenário atual, o feminismo deixou de buscar igualdade para se traduzir na supressão de direitos dos homens.



  

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