quarta-feira, 13 de março de 2013

Dharma/Karma

  “A morte apaga os pecados, recicla o espirito.
   Não há o que resgatar.”
    [William Robson]

  A Terra passou por muitas intempéries, cada região formou um tipo de solo e consequentemente um tipo de vegetação.
  Certos tipos de vinho só podem ser feitos com certos tipos de uvas plantadas em determinada região, se encontrarmos em outra região condições de clima e solo semelhantes a “origem” então podemos cultivar a mesma espécie de uva e produzir o vinho com a mesma qualidade.

  Vamos para fins didáticos dizer que o vinho depende da NATUREZA da uva.

  Isto não acontece só com os vegetais, o carvão e petróleo variam muito de composição química de acordo com a região da qual foram extraídos.
  A “natureza” do petróleo extraído no Brasil é diferente da natureza do petróleo extraído na Arábia Saudita, entretanto depois de “refinado” seu carro nem perceberá a diferença.

[Esse pensamento é muito complexo evite agora qualquer distração…se concentre.]

  Do petróleo vem o plástico, do plástico foi feito um pinico infantil, depois de muito utilizado foi jogado no lixo e depois reciclado, hoje é uma linda caneca de plástico onde você bebe água.
  A “natureza” do plástico continua sendo a daquele petróleo extraído na Arábia Saudita, mas já passou por tantos processos que ficou irreconhecível.

  Tem alguma lógica eu não utilizar um copo plástico hoje devido a possibilidade dele ter sido um pinico no passado?

  Tem alguma lógica eu beber água em um pinico devido a possibilidade dele ter sido um lindo copo no passado?
  Quero dizer que é difícil olhar para o petróleo e acreditar que dá origem ao plástico, mas isso acontece.
  Esse plástico pode adquirir várias formas e será utilizado de acordo com sua forma presente não como foi em antigas moldagens.

  Senhoras e senhores a “reciclagem” apaga tudo, as diferenças deixam de ser percebidas, se o plástico se apresenta como um copo hoje é como um copo que eu devo trata-lo.
  Transformar este copo plástico em um objeto de vidro não é possível, pois o vidro é de outra NATUREZA.

  Vamos substituir o conceito de reciclagem por reencarnação.
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Reencarnação: Crença que após a morte biológica, a alma de um ser humano retorna à vida com outro corpo humano.

Metempsicose/Transmigração: é uma “reencarnação” mais abrange, após a morte física você pode voltar no corpo de algum outro animal não humano (outra espécie).

  “Nesse plano de pensamento” onde hipoteticamente admitimos sermos espíritos e reencarnarmos não vejo a Transmigração como provável.
  Quando por N caminhos uma “energia vital” atinge o nível de uma consciência humana ... não cabe mais no cérebro de uma vaca, cão, macaco...
  Transmigrar para plantas e insetos então ... seria uma aberração lógica (de acordo com minha percepção).

  “Eliminando” a Transmigração vou prosseguir com a Reencarnação.

  Em um sistema “lógico” de reencarnação a morte só faz sentido se apagar todos os meus “pecados”, não importa se nesta vida eu matei 10 pessoas, se não fui punido em vida não serei após a morte física.

A morte apaga meus pecados, recicla o espirito.

  Não há o que resgatar.

Dharma - se refere geralmente ao exercício de uma tarefa espiritual, mas também significa ordem social, conduta reta ou, simplesmente, virtude.

  Para essa meditação fazer mais sentido vamos dizer que Dharma são acontecimentos bons em sua vida, momentos calmos, alegres, prazeres.
  Se você NÃO fez muito mal em outra encarnação pressupõe-se uma evolução, o que “lhe dá direito” a nascer em uma situação mais tranquila.
  (Não confundir ter direito com algo que dê certo ocorrerá.)

Karma - É aquela lei que ajusta o efeito a sua causa, ou seja, todo o bem ou mal que tenhamos feito numa vida virá trazer-nos consequências boas ou más para esta vida ou próximas existências.
  A lei do Karma é imodificável, e é conhecida em várias religiões como “justiça celestial”.

  Também para “esse texto” vamos dizer que Karma são os momentos difíceis, as dores, coisas desagradáveis que temos que conviver.

[Esses conceitos são complexos, é preciso “simplifica-los” para que mais mentes possam acompanhar o raciocínio]

  Mas vamos ao REFINAMENTO onde entraria o Karma ou o Dharma.

  No início do texto falei sobre petróleo e uva.

  O petróleo in natura nos é pouco útil, passando por refinamento pode ser várias coisas como gasolina e plástico que nos são bastante uteis.

  A uva in natura tem pouco “valor agregado”, transformá-la em vinho dá trabalho, mas agrega valor.

  Tudo que vemos/vivemos pode ser um processo de REFINAMENTO.
  Não cabe nem o conceito “evolução”.
  Conseguir transformar petróleo em plástico sem dúvida foi um grande desenvolvimento, mas o plástico nem sempre terá um uso “nobre”.
  Transformar a uva em vinho é um processo interessante, mas eu por exemplo não gosto de vinho, prefiro a uva in natura.

  Como podem perceber aqui no “Abismo dos Pensamentos” as meditações cabem em poucas mentes biológica humanas.
  “Talvez” para um maior entendimento precisamos ser refinados para uma forma mais “sofisticada” de vida.
  Esse é o objetivo de todo esse processo “interessante”.

  Vou mais uma vez simplificar, tornar linear os conceitos.
  Mais especificamente sobre ver Dharma/Karma como “prêmios/resgates”.


  Suponhamos nessa existência eu tenha pouquíssimo respeito pelas mulheres, espanque minha esposa e não tenha conhecido alguma justiça em vida, a Maria da Penha não me alcançou...

  Se não fui punido em vida, não serei punido pós morte física.

  Aqueles que nos Controlam podem refinar minha natureza me fazendo simplesmente nascer mulher, sem necessariamente forçar um RESGATE.

  Tipo, fazer eu nascer mulher e casar com um espancador para resgatar minha dívida de outra vida.
  Meu marido espancador também seria obrigado a um resgate, isso seria um “círculo de horrores” sem fim.

  Nascendo mulher, posso agora entender melhor o universo feminino e se eu for uma boa moça mereço um bom marido, porque não?

  Saímos do Karma/Dharma do resgate/punição, para o Karma/Dharma do REFINAMENTO/APRENDIZADO.

  Por hoje já fomos longe demais, quem conseguiu acompanhar fico grato pela companhia, quem não conseguiu… não se importe, são só tolices que farão companhia a algum solitário em um futuro próximo ou distante…

  


Bom dia a todos, CARPE DIEM!



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