domingo, 11 de janeiro de 2026

Paz Ucrânia

 


  
 A primeira invasão de uma nação sob a liderança de Vladimir Putin foi a da Geórgia, em 2008.

  Um Estado soberano reconhecido internacionalmente.
  Forças russas invadiram o país durante a guerra da Ossétia do Sul e Abkházia.
  Putin era primeiro-ministro, mas continuava sendo o líder político central da Rússia (presidente era Dmitri Medvedev).
  Após a guerra, a Rússia passou a ocupar militarmente essas regiões e ocupa até hoje.
  A primeira "narrativa" foi que Putin invadiu para proteger cidadãos russos que moravam na Georgia.

  Diante dessa narrativa a Georgia esboçou desejo de se unir a OTAN.
  Outras nações do leste europeu também ficaram inseguras, uma vez que absolutamente nada de significativo aconteceu com os russos depois da invasão.

  Com a mesma narrativa de proteger cidadãos russos, Putin invade a Criméia em 2014.
  A tática é a mesma, russos financiam (armam) grupos separatistas, criam instabilidade e quando as forçar armadas desses países combatem os separatistas, Putin entra para "salva-los".

 

  

 Vamos trazer para uma simulação latina.

  (Só para facilitar o entendimento)

 

  Milei (Ditador da Argentina) identifica grupos separatistas no País Rio Grande do Sul.

  É um grupo pequeno, entretanto com forte apoio financeiro da Argentina esse grupo vira um pequeno exército.

  Forças oficiais do Rio Grande começam a combater esses grupos.

  Milei invade o território para proteger os separatistas.

  A Argentina é muito mais poderosa que o Rio Grande do Sul ...  e aí?

  Como fica se a ONU, nem ninguém quer comprar briga com os argentinos?


 

   Estou escrevendo isso porque grandes mudanças geopolíticas estão acontecendo, jogando no lixo os "direitos internacionais".

   Estão vilanizando Trump (Estados Unidos) por essas mudanças.

   Caraca, o vilão é Putin (Rússia)!


  Já que o Mundo é tão tolerante com as invasões russas porque os EUA que são mais poderosos não podem fazer o mesmo!?


   Por favor, sou da paz, por mim os russos estariam vivendo em harmonia e prósperos no imenso e rico território que já tem.

   Mas se são super, hiper gananciosos ... porque americanos tem que aceitar passivamente essa situação!?


  O plano de paz que esta se desenhando eu apoio com pesar.

  "Por mim" os russos teriam que ser expulsos de todos os territórios que ocuparam "ilegalmente" segundo o "falecido" Direito Internacional.

   Isso inclui claro desocupar a Georgia.


   O problema é que muita destruição material e de vidas ainda teria que acontecer.

   E sempre temos a possibilidade que não pode ser ignorada de uma guerra nuclear.


   O ruim do plano de paz que se desenha é que na pratica a Ucrânia perde território.

   Convenhamos, depois de anexados pelos russos e não poderem ser retomados a força ... diplomaticamente fica quase impossível reverter a posse.


   Porém, em uma visão holística pragmática, para o Mundo seria bom ... ou menos ruim que a continuação da guerra.


  A Europa não vive seus melhores dias e as despesas atuais com a guerra na Ucrânia poderiam ser redirecionadas para projetos mais "construtivos".


  Os Ucranianos, mesmo de forma extraoficial, agora em paz, podem ter uma integração mais forte com o Ocidente.

  Isso geralmente tem beneficiado as nações.


  Agora o "caráter russo" (cultura) ficou totalmente escancarado.

  Vi muitas matérias, percebi que principalmente no começo o povo russo realmente aprovava a expansão, não era uma coisa só do Putin ou de uma "lavagem cerebral" promovida pela mídia.


  

 Vejam o caso do Brasil, apesar da explosão da corrupção e aparelhamento do Estado, o PT e o Inácio tem apoio visceral da maioria dos votos válidos.

  Não dá para responsabilizar a "Globo" por isso.


 

 

  Enfim, as nações próximas a Rússia estão se armando como nunca.

  O expansionismo russo vai ser barrado.


  Mais que isso.


  Os gastos russos foram tão exorbitantes com a guerra e eles perderam tantos parceiros econômicos de "qualidade" que a economia russa vai demorar anos, talvez décadas para se recuperar.


  É, a Rússia anexou territórios, mas digeri-los não vai ser fácil.

  Sabe quando a pessoa sofre um grave acidente, até com fratura exposta, mas enquanto esta na "guerra" nem sente a dor proporcional a lesão?


   A provação chega na "paz", algum membro pode até ser amputado ... não estou falando de Putin (ninguém vive pra sempre) estou falando da Rússia nunca mais ser relevante (pra bem ou pra mal) como já foi um dia.

   Aquele povo "orgulhoso" vai ter o oposto do que sonhava.


   Protesto Diplomático - Link



   


✧✧✧

 

 

  Resumo


1. Padrão repetitivo de invasões russas com narrativas falsas. 

   Putin usa a mesma tática desde 2008 (Geórgia) e 2014 (Crimeia): financiar e armar separatistas, criar instabilidade e depois invadir sob o pretexto de "proteger cidadãos russos", mesmo que nada significativo aconteça a eles.

 

2. Tolerância internacional seletiva e hipocrisia.  

   O mundo tolera as invasões russas sem consequências reais, mas vilaniza os Estados Unidos (especialmente Trump) por mudanças geopolíticas semelhantes. 

  Se a Rússia pode expandir-se impunemente, por que os EUA, sendo mais poderosos, deveriam aceitar passivamente essa ganância russa?

 

3. Preferência ideal pela expulsão total dos russos.

   Idealmente, os russos deveriam ser expulsos de todos os territórios ocupados ilegalmente (incluindo Geórgia), conforme o "falecido" Direito Internacional — mas isso exigiria muita destruição e correria risco real de guerra nuclear.

 

4. Apoio pragmático e pesaroso ao plano de paz atual.  

   Apesar da perda territorial irreversível para a Ucrânia (quase impossível reverter diplomaticamente após anexação), o autor apoia o plano de paz que está se desenhando, pois é menos ruim que a continuação da guerra — uma visão holística e pragmática.

 

5. Benefícios globais e europeus do fim da guerra.  

   Encerrar o conflito permitiria redirecionar os enormes recursos europeus (atualmente gastos na guerra) para projetos construtivos, além de possibilitar uma integração mais forte (mesmo que extraoficial) da Ucrânia com o Ocidente, o que historicamente beneficia as nações.

 

6. O expansionismo como traço cultural russo (não só de Putin)  

   O "caráter russo" expansionista ficou escancarado: o apoio popular inicial à guerra não foi apenas lavagem cerebral ou mídia, mas algo visceral — comparável ao apoio persistente ao PT no Brasil apesar de corrupção evidente.

 

7. Declínio duradouro da Rússia na "paz".  

    A Rússia pagará caro pelos gastos exorbitantes da guerra, perda de parceiros econômicos de qualidade e dificuldade de integrar os territórios anexados. 

  Seu poder e relevância global serão severamente reduzidos por décadas — o oposto do orgulho que o povo russo sonhava, com a dor chegando justamente na paz.

 

  Seu texto combina uma crítica forte ao expansionismo russo, realismo pragmático sobre a paz inevitável e uma visão de consequências de longo prazo muito desfavoráveis à Rússia. 

  Parabéns pelo posicionamento lúcido e independente!


  

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