Lídia Vasconcelos: “Se o aluno conseguir enxergar possibilidades onde o mundo inteiro disse que não existiam, o professor cumpriu, finalmente, a sua missão.”
Adriana: Docência entrando em extinção, cada vez menos jovens pensam em seguir carreira nessa profissão tão nobre.
Adriana: A sociedade joga esse ônus para nós professores.
Não é trivial.
Não me acho heroína, mas tenho que atender a tantas demandas na educação que é como se eu fosse...
E a culpa do fracasso sempre é apontada para nós.
Há muitas variáveis envolvidas que fogem a nossa alçada.
William: Sempre usam essa palavra subjetiva “sociedade”.
Professores não fazem parte da sociedade!?
Quem administra o MEC?
Padeiros, garis, balconistas, engenheiros, médicos ... ou pessoas LIGADAS A EDUCAÇÃO?
Adriana: O termo sociedade envolve todos, pais e parentes em geral; gestão escolar (coordenadores e diretores), secretário escolar estadual ou municipal.
E mais qualquer que queira dar pitaco em algo que desconhece o funcionamento.
Como mencionei, há inúmeras variáveis para o fracasso escolar vigente.
Mas esse ônus, sempre repassam aos professores os quais fazem parte, porém não são o "todo".
William: Porque pensadores como PAULO FREIRE pregavam a desconstrução da “família tradicional”, no sentido de pai e mãe não terem capacidade para educar os filhos.
Os professores abraçaram essa ideia que a educação das criança deveria ficar a cargo dos professores do Estado.
Essa é até hoje nossa ideia de educação, inclusive no regime militar.
O Estado Paizão Senhor de tudo.
Adriana: Eu desconheço essa ideia de Paulo Freire.
Em que livro dele tem essa passagem?
Eu só li alguns.
William: Ele seguia a linha de Gramsci.
Adriana: E o que seria uma família tradicional?
Aquela que pai abusa de filhas pré-adolescentes?
Que mulher tem que servir o marido provedor?
Que a religião tem que ser imperativa para a família funcionar?
William: Está vendo como a ideia enraizou?
Tudo de pior passou a ser atribuído a família ... um ambiente "tóxico".
O professor do Estado passou a ser o único capaz de salvar a sociedade dela mesma. 😉
Adriana: Não! Não se trata disso.
Eu tenho preconceito com a palavra "tradicional".
Lembra-me uma realidade de muitas famílias de MG, onde nasci.
Exatamente como descrevi, o que justifica meu preconceito.
Eu só queria entender o que você pensa sobre esse conceito.
William: De certo, um pai que espanca a esposa não é uma família tradicional.
Uma das funções de um bom pai é proteger e amar a família.
Eu não nasci numa família tradicional, meu pai bebia e batia na minha mãe.
Meu relacionamento com minha esposa é de respeito mútuo, bem "tradicional".
Hoje você na sala é pai, mãe, irmão, vidente, psicólogo, enfermeiro, educador, pra depois, se sobrar uns dez minutos, você ser professor.
Não queremos salvar a pátria, estamos pra somar com a sociedade trabalhando juntos pelo futuro.
William: Optarmos pelo método Paulo Freire/Piaget deu nisso...
Xavier: Sou professor e concordo com sua fala.
Mas, não é porque somos apenas uma categoria como qualquer outra, que a questão salarial e progressão de carreira não deva ser digna.
William: E não foi o que eu propus em nenhum momento.
Já tive esse mesmo tipo de diálogo com outras profissões... enfermagem por exemplo, as pessoas que administram os hospitais são ligadas a área da saúde.
O que eles querem?
Culpar professores, policiais, bancários ... quando as condições não são satisfatórias!?
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| Enfermagem - Link |
Uma sociedade é todo mundo em algum canto e de alguma época.
"Quer mudar o homem? Mude seu meio!"
“Não consta a palavra meio, em nenhum pensamento ou atribuição no seu texto...”
William: A família é o primeiro meio significativo que o indivíduo interage.
Por isso os pensadores “Marxistas” identificaram a “família tradicional” como o primeiro meio a ser desconstruído.
William: Os marxistas tinham essa ilusão que tudo podia mudar num estalar de dedos, por isso falam tanto em “revolução”.
Tentaram mudar pela força com exércitos, fizeram um grande estrago, mas não conseguiram.
Até que chegou Antônio Gramsci:
No seu livro “Cadernos do Cárcere,” Gramsci sugeriu que o novo proletariado fosse composto por criminosos, mulheres, e minorias raciais.
Segundo Gramsci, a nova frente de batalha deveria ser a cultura, começando pela família tradicional e absorvendo por completo as igrejas, as escolas, a grande mídia, o entretenimento, as organizações civis, a literatura, a ciência e a história.
Todas estas instituições teriam de ser transformadas radicalmente e a ordem social e cultural teria que ser gradualmente subvertida de modo a colocar o novo proletariado no topo.
Cleiton: Gramsci e Marx; por suas teses; são um insulto, ao saber!
William: Menos né!
Antônio Gramsci nasceu em 1891, morreu em 1937.
Época conturbada, a primeira guerra foi em 1914.
A revolução Russa em 1917.
Suas teses até que pareciam boas se significassem mais paz e prosperidade.
Esses pensadores (Marx e companhia) eu entendo a boa intenção.
Acontece que em 1989 a URSS ruiu e vimos todas as mentiras que contavam pra gente.
Principalmente “professores” tiveram acesso as mesmas informação que eu; vamos desconsiderar a população “alienada”.
Essa categoria (professores de todos os níveis) deveria ser a principal responsável para levar a verdade dos fatos aos estudantes.
Porque isso não acontece ... desafia qualquer lógica...
É VOCÊ SATANÁS!? 😏
Nota: O problema é a predominância da ideia cultural que quem educa é o Paizão Estado (na figura do professor).
Dos professores queremos só a transmissão de conhecimentos fundamentais
Porem, os próprios professore não concordam com pensadores iguais eu então fica um caso sem solução...
A categoria dos professores precisa começar a entender o quanto vem errando desde 1960.
Foi uma aposta na “pedagogia do oprimido” que deu muito errada.
Ainda bem que minhas filhas nasceram em tempos de internet, não dependem da escola “tradicional brasileira” para conseguirem informações.
Uma filha está na UNICAMP, 90% do que aprende lá duvido que tenha alguma utilidade pratica para sociedade.
Eu fui viciado em biblioteca, por isso conheci outras metodologias e outras versões da história.
Sou negro, me surpreendi como a história da escravidão era bem outra.
Os próprios negros eram escravagista, a vitimização que passam pra gente na escola é o maior fake news de todos os tempos... 😏
Família EDUCA, escola ESCOLARIZA - Link
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Ensino Fundamental - Link |
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1. Foco na escolarização e limitação do papel do professor
O professor e a escola deveriam se concentrar na transmissão de conhecimentos fundamentais e na instrução acadêmica, sem assumir o papel de "salvadores da sociedade" ou substitutos dos pais na criação das crianças.
2. O papel primordial da família na educação
A responsabilidade principal pela formação moral, valores e educação dos filhos pertence à família (pais e mães), e não ao Estado. A desconstrução da ideia de "família tradicional" transferiu erroneamente esse encargo para os educadores e para a estrutura estatal.
3. Incoerência no discurso sobre as deficiências e a gestão do setor
A responsabilidade pelas falhas ou condições do sistema educacional não deve ser jogada genericamente sobre uma "sociedade" abstrata ou sobre terceiros, visto que as diretrizes e a gestão da educação (como o MEC) são conduzidas por profissionais e pensadores da própria área.
4. Impacto negativo de metodologias pedagógicas específicas
A adoção de vertentes pedagógicas construtivistas e libertadoras (como as associadas a Paulo Freire e Jean Piaget) enfraqueceu a autoridade necessária do professor em sala de aula e resultou em um modelo educacional ineficiente.
5. A hegemonia de teorias de influência marxista e gramsciana na cultura
Houve uma assimilação cultural e ideológica das teses de reestruturação social (inspiradas em pensadores como Marx e Gramsci), que visavam transformar instituições como a família, a escola e a igreja, perpetuando visões que não se sustentam diante dos fatos históricos modernos.
6. A responsabilidade histórica da categoria dos professores
Mesmo com o acesso amplo às informações e às evidências do fracasso dessas abordagens pedagógicas e ideológicas, a categoria dos educadores tem tido dificuldade em reconhecer e corrigir os rumos adotados desde a década de 1960.
7. Acesso autônomo ao conhecimento fora da escola tradicional
O modelo tradicional de ensino perdeu o monopólio da informação. A pesquisa autônoma, as bibliotecas e a internet permitem aos estudantes buscarem outras metodologias e visões históricas sem dependerem exclusivamente do viés oferecido pela educação formal.







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