segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Audiovisual

 

Comentarista: E quem diria que ter filmes brasileiros reconhecidos pelos gigantes da indústria audiovisual nas maiores premiações da indústria por dois anos consecutivos seria resultado de políticas públicas para o setor cultural iniciadas lááaáá atrás, tão consistentes que sobreviveram até à tentativa de desmonte da Cultura dos anos Bolsonaro (ou foram retomadas), não é mesmo?
   Sim, Fundo Setorial do Audiovisual e programa Brasil de Todas as Telas, estou falando de vocês.

William: Entendo, mas qual o retorno disso?
  É igual o futebol.
  Está mais para política do “pão e circo”.
  Preferia nos ver destacando em tecnologia ou simplesmente infraestrutura de esgoto.
  Lembra quando trouxemos a Copa e as Olimpíadas, sério que foi um dinheiro bem gasto?

Comentarista:   Se você quer acreditar que investimento em cultura é só "pão e circo", vai nessa. 
  Existe toda uma cadeia econômica impactada pela indústria audiovisual (pela indústria cultural, no geral). 
  No caso específico do reconhecimento internacional, aumenta a visibilidade dos nossos profissionais no exterior; aumentam os investimentos no setor, coproduções, parcerias internacionais.

William: Humm … vamos evitar o reducionismo.
   Não é por ser “pão e circo” que não movimenta toda uma economia paralela.
  O futebol movimenta bilhões.
  Aqui em Campinas tem o time da Ponte Preta, um estádio grande, uma torcida fiel.
   Imagine os diversos clubes espalhados pelo Brasil.
   Não sei bem o que acontece com a venda de jogadores para o exterior, mas imagino que boa parte da grana fica com o fisco brasileiro.
  Meu ponto é que são investimentos altos, para baixo retorno.
   Estádios de futebol tem sua utilidade como entretenimento, o mesmo serve para filmes.
   Redes de esgoto tem sua utilidade como saúde pública.
   Investir em tecnologia tem sua utilidade para não dependermos só da exportação de commodities.
  O fato é que temos rombos fiscais, “investimos” em coisas de baixo retorno, e muitos (a maioria) dizem que nosso problema são os Bancos!!
  Gastamos mal, investimos mal, somos tolerantes com a corrupção e elegemos como vilão o mercado financeiro … vai entender…
   Tudo com a benção do povo.
   É o de sempre, cada povo tem o governo e o IDH que merece…

   Vamos a um exemplo concreto.

   Primeiro entendam que tudo que o Governo injetar dinheiro vai ocorrer movimentação financeira.
   Suponhamos que algum programa do governo aplique 1 bilhão no setor de pesca.
   Caraca, mesmo que esse dinheiro seja jogado em espécie no Rio Amazonas ... 1 bilhão foram movimentados.
    Vejam o caso da Zona Franca de Manaus - Link, o Governo tem subsídios fortes ali há décadas.
    Quem analisa o retorno, a ineficiência é tanta que o cidadão quase tem um infarte.😢



  Em 2024, o setor audiovisual brasileiro (cinema, TV, streaming etc.) gerou impacto econômico total de R$ 70,2 bilhões no PIB (0,6–0,7%), segundo estudo da Oxford Economics/MPA.

  Inclui R$ 31,6 bi direitos, 608.970 empregos e R$ 9,9 bi em impostos.

  Bilheteria de cinemas: R$ 2,5 bilhões.

  Políticas como FSA impulsionaram a retomada. 

  

 *Grok*

 

 

 


 Em 2024, o setor de turismo no Brasil movimentou aproximadamente R$207 bilhões.

  Contribuiu com 7,7% do PIB (R$ 900-930 bi) e recebeu US$ 7,3 bi de turistas estrangeiros.

  O setor de turismo no Brasil gerou aproximadamente 8,1 milhões de empregos em 2024 (diretos, indiretos e induzidos, incluindo informais

  

 *Grok*

 

 

 

   Observem que o setor de Turismo (só um exemplo) é algo muito mais SÁBIO para o Governo "investir".

   Nem precisa de subsídios.
   Basta o Governo fazer o que já é da competência dele, usar o dinheiro dos impostos em infraestrutura e segurança.
   Se os transportes (estradas, ferrovias, aeroportos, metro, ônibus, trem ...) melhoram para para nossa população, melhora para o turista também.
   Se temos segurança publica mais eficiente, melhora para nossa população e para o turista também.
   Se o Brasil tivesse uma "fama" melhor nesses quesitos, infraestrutura e segurança, imagine o incremento ao turismo que ocorreria e quanta grana entraria aqui.
   Melhor que "Taça do Mundo de Futebol" ou "Troféus de Cinema".


   Essa lógica entra em sua mente?
    




✧✧✧ 

 

 

 Resumo:

 

1. Evitar reducionismo: o audiovisual não é mero "pão e circo"; ele movimenta uma economia paralela significativa, similar ao futebol que gera bilhões.

 

2. Comparação com outros investimentos: o Brasil prioriza gastos de baixo retorno (ex.: estádios, eventos culturais) em vez de áreas essenciais como tecnologia, saneamento ou infraestrutura, agravando rombos fiscais.

 

3. Crítica à alocação de recursos: o país investe mal, tolera corrupção e culpa o mercado financeiro, enquanto o povo aceita esse padrão ("cada povo tem o governo e o IDH que merece").

 

4. Efeito multiplicador ilusório: qualquer injeção governamental gera movimentação financeira (ex.: jogar dinheiro no rio), mas não significa bom retorno — vide a ineficiência da Zona Franca de Manaus.

 

5. Dados do audiovisual em 2024: impacto de R$ 70,2 bilhões no PIB (0,6–0,7%), R$ 31,6 bi diretos, 608.970 empregos e R$ 9,9 bi em impostos — mas ainda de retorno questionável comparado a outros setores.

 

6. Turismo como alternativa superior: movimenta R$ 207 bilhões e 8,1 milhões de empregos sem precisar de subsídios diretos; basta o governo investir em infraestrutura e segurança (competência básica).

 

7. Lógica de eficiência: melhorar transportes, segurança e imagem do país impulsionaria o turismo de forma orgânica e sustentável, gerando mais receita que copas do mundo ou prêmios de cinema, com melhor legado para a população.

 

  Seu argumento central é a crítica à priorização ineficiente de subsídios culturais versus investimentos públicos mais produtivos e de alto retorno social/econômico.


  


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