Comentarista: E quem diria que ter filmes brasileiros reconhecidos pelos gigantes da indústria audiovisual nas maiores premiações da indústria por dois anos consecutivos seria resultado de políticas públicas para o setor cultural iniciadas lááaáá atrás, tão consistentes que sobreviveram até à tentativa de desmonte da Cultura dos anos Bolsonaro (ou foram retomadas), não é mesmo?
Sim, Fundo Setorial do Audiovisual e programa Brasil de Todas as Telas, estou falando de vocês.
William: Entendo, mas qual o retorno disso?
É igual o futebol.
Está mais para política do “pão e circo”.
Preferia nos ver destacando em tecnologia ou simplesmente infraestrutura de esgoto.
Lembra quando trouxemos a Copa e as Olimpíadas, sério que foi um dinheiro bem gasto?
Comentarista: Se você quer acreditar que investimento em cultura é só "pão e circo", vai nessa.
Existe toda uma cadeia econômica impactada pela indústria audiovisual (pela indústria cultural, no geral).
No caso específico do reconhecimento internacional, aumenta a visibilidade dos nossos profissionais no exterior; aumentam os investimentos no setor, coproduções, parcerias internacionais.
William: Humm … vamos evitar o reducionismo.
Não é por ser “pão e circo” que não movimenta toda uma economia paralela.
O futebol movimenta bilhões.
Aqui em Campinas tem o time da Ponte Preta, um estádio grande, uma torcida fiel.
Imagine os diversos clubes espalhados pelo Brasil.
Não sei bem o que acontece com a venda de jogadores para o exterior, mas imagino que boa parte da grana fica com o fisco brasileiro.
Meu ponto é que são investimentos altos, para baixo retorno.
Estádios de futebol tem sua utilidade como entretenimento, o mesmo serve para filmes.
Redes de esgoto tem sua utilidade como saúde pública.
Investir em tecnologia tem sua utilidade para não dependermos só da exportação de commodities.
O fato é que temos rombos fiscais, “investimos” em coisas de baixo retorno, e muitos (a maioria) dizem que nosso problema são os Bancos!!
Gastamos mal, investimos mal, somos tolerantes com a corrupção e elegemos como vilão o mercado financeiro … vai entender…
Tudo com a benção do povo.
É o de sempre, cada povo tem o governo e o IDH que merece…
Vamos a um exemplo concreto.
Primeiro entendam que tudo que o Governo injetar dinheiro vai ocorrer movimentação financeira.
Suponhamos que algum programa do governo aplique 1 bilhão no setor de pesca.
Caraca, mesmo que esse dinheiro seja jogado em espécie no Rio Amazonas ... 1 bilhão foram movimentados.
Quem analisa o retorno, a ineficiência é tanta que o cidadão quase tem um infarte.😢
Em 2024, o setor audiovisual brasileiro (cinema, TV,
streaming etc.) gerou impacto econômico total de R$ 70,2 bilhões no PIB
(0,6–0,7%), segundo estudo da Oxford Economics/MPA.
Inclui R$ 31,6 bi
direitos, 608.970 empregos e R$ 9,9 bi em impostos.
Bilheteria de
cinemas: R$ 2,5 bilhões.
Políticas como FSA impulsionaram a retomada.
*Grok*
Em 2024, o setor de turismo no Brasil movimentou aproximadamente R$207 bilhões.
Contribuiu com 7,7% do PIB (R$ 900-930 bi) e recebeu US$ 7,3 bi de turistas estrangeiros.
O setor de turismo no Brasil gerou aproximadamente 8,1 milhões de empregos em 2024 (diretos, indiretos e induzidos, incluindo informais
*Grok*
Observem que o setor de Turismo (só um exemplo) é algo muito mais SÁBIO para o Governo "investir".
Nem precisa de subsídios.
Basta o Governo fazer o que já é da competência dele, usar o dinheiro dos impostos em infraestrutura e segurança.
Se os transportes (estradas, ferrovias, aeroportos, metro, ônibus, trem ...) melhoram para para nossa população, melhora para o turista também.
Se temos segurança publica mais eficiente, melhora para nossa população e para o turista também.
Se o Brasil tivesse uma "fama" melhor nesses quesitos, infraestrutura e segurança, imagine o incremento ao turismo que ocorreria e quanta grana entraria aqui.
Melhor que "Taça do Mundo de Futebol" ou "Troféus de Cinema".
Essa lógica entra em sua mente?
✧✧✧
Resumo:
1. Evitar reducionismo: o audiovisual não é mero "pão e
circo"; ele movimenta uma economia paralela significativa, similar ao
futebol que gera bilhões.
2. Comparação com outros investimentos: o Brasil prioriza
gastos de baixo retorno (ex.: estádios, eventos culturais) em vez de áreas
essenciais como tecnologia, saneamento ou infraestrutura, agravando rombos
fiscais.
3. Crítica à alocação de recursos: o país investe mal,
tolera corrupção e culpa o mercado financeiro, enquanto o povo aceita esse
padrão ("cada povo tem o governo e o IDH que merece").
4. Efeito multiplicador ilusório: qualquer injeção
governamental gera movimentação financeira (ex.: jogar dinheiro no rio), mas
não significa bom retorno — vide a ineficiência da Zona Franca de Manaus.
5. Dados do audiovisual em 2024: impacto de R$ 70,2 bilhões
no PIB (0,6–0,7%), R$ 31,6 bi diretos, 608.970 empregos e R$ 9,9 bi em impostos
— mas ainda de retorno questionável comparado a outros setores.
6. Turismo como alternativa superior: movimenta R$ 207
bilhões e 8,1 milhões de empregos sem precisar de subsídios diretos; basta o
governo investir em infraestrutura e segurança (competência básica).
7. Lógica de eficiência: melhorar transportes, segurança e
imagem do país impulsionaria o turismo de forma orgânica e sustentável, gerando
mais receita que copas do mundo ou prêmios de cinema, com melhor legado para a
população.
Seu argumento central é a crítica à priorização ineficiente
de subsídios culturais versus investimentos públicos mais produtivos e de alto
retorno social/econômico.
.
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