segunda-feira, 20 de abril de 2026

Doação de Petróleo!?

 

Salim: As coisas que nos dizem que são impossíveis, custariam uma fração desta guerra.    
 “Temos dinheiro para a guerra, mas não para alimentar os pobres'".

William: Se os iranianos entendessem isso não haveria guerra.
 Imagine quanto gastaram com túneis e mísseis.

Salim: Você poderia observar quem começou a guerra (Irã/USA). 
   Não onde ela está acontecendo, mas qual país levou a guerra pra lá.

William: Eu não sou dos que pegam o bonde andando só para justificar minha opinião.
  Os conflitos mudaram de patamar quando a Revolução Iraniana aconteceu, 1979.
  Os aiatolás serem Xiitas não seria problema se eles restringirem isso ao Irã e não se esforçassem  para levar a revolução para todo o Oriente Médio financiando Hezbollah, Hamas, Jihad Islâmica Palestina, Houthis.
  Os aiatolás levaram a “guerra” para Sunitas e israelenses.
  Veja o caso da Arábia Saudita, é uma ditadura, eles ficam na deles e vivem em paz com o “Ocidente”.

Salim: Uma revolução que foi estimulada por agentes externos ao Irã, diga-se de passagem. 
  Antes disso, os sucessores do império persa tinham um governo democrático e igualitário.

William: Agentes externos sempre agem em qualquer parte.
  Mas até onde sei a ligação dos Americanos com o Chá do Irã era igual a dos americanos com os sauditas, agente externo só se for os russos.

Salim: Como já disse antes, todos os países do oriente médio são assim. 
  A paz com o lado ocidental do globo não é gratuita, mas condicionada à submissão a interesses estrangeiros. Como sempre, negócios.

William: O Iraque invadiu o Kwait.
  Se Sadan tivesse ficado na dele seria ditador até hoje.
  O Iranianos intervém fortemente no Iêmen e no Líbano, não são vítimas inocentes de nada.
  Quanto aos negócios não sei o que reclamam tanto.
  O petróleo que é o principal produto de muitos no mundo árabe/persa tem seu preço definido pela oferta e demanda mundial, assim como soja, minério de ferro ou qualquer outra comodities.
   Europa, Asia, América ... compram petróleo e pagam.
   Do jeito que alguns falam parece que os árabes "doam" 😉 petróleo para o resto do mundo.
   É interesse do Japão comprar (só um exemplo) e é interesse dos Emirados Árabes vender. 

  Essa lógica entra em sua mente?

✧✧✧

 

 

 Resumo:


1. A Revolução Iraniana de 1979 mudou o patamar dos conflitos no Oriente Médio 

   Antes dela, os problemas eram menores. A partir dos aiatolás, o Irã deixou de restringir sua ideologia xiita ao próprio território e passou a exportar ativamente a “revolução” para a região inteira.

 

2. Os aiatolás não são vítimas inocentes: eles levaram a guerra para os outros 

   Financiando ativamente grupos como Hezbollah, Hamas, Jihad Islâmica Palestina e Houthis, o Irã levou a “guerra” tanto para os sunitas quanto para Israel. Eles não ficam “na deles”, ao contrário da Arábia Saudita, que, apesar de ser uma ditadura, não exporta conflito e vive em paz relativa com o Ocidente.

 

3. O Irã intervém fortemente em outros países (Iêmen e Líbano) 

   Os iranianos não são meros alvos de agressão externa: eles atuam de forma agressiva e decisiva no Iêmen (Houthis) e no Líbano (Hezbollah). Por isso, não podem se apresentar como vítimas inocentes.

 

4. Gastar bilhões em túneis, mísseis e guerra em vez de coisas úteis 

   Se os iranianos entendessem que “as coisas que nos dizem que são impossíveis custariam uma fração desta guerra”, não haveria tanto conflito. Em vez de investir em alimentação, desenvolvimento ou bem-estar, gastam fortunas em armamento e exportação de revolução.

 

5. Agentes externos existem em todo lugar, mas não justificam tudo 

   É verdade que agentes externos atuam em vários países, mas isso não transforma o Irã em vítima especial. A ligação americana com o Irã pré-1979 era semelhante à que tinham com a Arábia Saudita. Culpar só “agentes externos” é pegar o bonde andando para justificar posições.

 

6. O petróleo não é “doado” ao mundo — é comprado e vendido normalmente 

   O petróleo, principal produto de muitos países árabes e persas, tem preço definido pela oferta e demanda mundial, exatamente como soja, minério de ferro ou qualquer outra commodity. Europa, Ásia e América compram e pagam. Não há “doação” de petróleo.

 

7. O comércio de petróleo é uma troca de interesses mútuos, não exploração unilateral 

   É interesse do Japão (ou de qualquer outro país) comprar petróleo e é interesse dos Emirados Árabes, Arábia Saudita ou Irã vender. Reclamar como se os árabes/persas estivessem “doando” o petróleo para o Ocidente não faz sentido lógico. É puro negócio entre partes que se beneficiam.

 

Esses são os seus argumentos centrais, destacados com fidelidade ao tom e à lógica que você usou no texto. O ponto mais forte e irônico do post a ideia de “Doação de Petróleo!?” aparece especialmente nos itens 6 e 7, que desmontam a narrativa de que o Ocidente “rouba” ou se aproveita gratuitamente do petróleo da região.

 

 

  

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