domingo, 26 de julho de 2026

Islamismo em Angola

 




Kwiji Yami: Defendo que a rejeição legal ao islamismo em Angola é uma medida de autodefesa da soberania. 
    Essa religião não é reconhecida por não cumprir as leis locais e por tentar sobrepor a Sharia  que discrimina mulheres e pune a liberdade de pensamento à nossa Constituição.
   O Islão expandiu-se em bairros pobres de Luanda através do comércio e de cantinas, criando uma dependência financeira e usando a ajuda comunitária como disfarce para a conversão. 
  Diante de conflitos e do terrorismo em África, o Estado deve agir preventivamente para proteger nossa identidade e cultura.

William: Angola é um Estado laico,  a sua Constituição garante a liberdade de consciência, de crença e de culto para todos os cidadãos.
  No entanto, para que uma religião tenha reconhecimento oficial do Estado, o que permite o registo formal, a construção legal de templos próprios, é preciso pelo menos 60 mil assinaturas de fiéis (o número já foi de 100 mil no passado)e presença em pelo menos 12 das 18 províncias do país.  

   Como a comunidade muçulmana em Angola é minoritária (composta majoritariamente por imigrantes da África Ocidental e uma proporção menor de cidadãos locais), as organizações islâmicas ainda não conseguiram atingir formalmente esses números para obter a legalização institucional.

   Muitas outras igrejas (principalmente evangélicas e seitas cristãs de menor dimensão) também não estão legalizadas pelo mesmo motivo. 
   Estar "sem reconhecimento do Estado" significa apenas que o grupo não pode atuar como uma pessoa jurídica oficializado perante o governo, mas a prática religiosa privada de orar, reunir-se e professar a fé é protegida pela Constituição.

   As notícias que surgiram no passado sobre o fechamento de mesquitas estavam ligadas à fiscalização de alvarás de construção ou à falta de licenças comerciais das estruturas (já que muitas funcionavam de forma improvisada em armazéns e cantinas), não a uma perseguição oficial ou veto ao Alcorão.


  O que eu, William, acho?

  Considero intervenção excessiva do Estado.
  Defendo a liberdade de expressão.
  Se um grupo quer construir uma igreja de adoração a Satanás por mim tudo bem.

   O que espero do Estado?
   A construção tem que seguir as normas de segurança, se é região sujeita a terremotos (por exemplo), alicerces condizentes devem fazer parte da obra.
   Vai pagar taxas e impostos tal qual as outras propriedades do local.
   Contribuições financeiras devem ser informadas e pagar impostos como qualquer outra empresa.
   Sacrifícios ou tortura de animais “por mim” seriam proibidos.
   Respeitar as normas sobre poluição sonora, os vizinhos não são obrigados a participar da celebração.


  (Nenhuma das grandes religiões atuais surgiram no Continente Europeu
    Europeus também abraçaram crenças de outros povos.)


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 Resumo: 

1. Garantia Constitucional de Liberdade de Culto

Angola é um Estado laico, e a Constituição assegura a liberdade de consciência, crença e culto para todos os cidadãos, independentemente da religião.

2. Requisitos Formais de Legalização

O não reconhecimento oficial de certas instituições religiosas (como as islâmicas ou várias igrejas evangélicas de menor porte) não decorre de proibição, mas do não cumprimento de critérios numéricos e territoriais da lei (exigência de 60 mil assinaturas e presença em 12 das 18 províncias).

3. Diferença entre Personalidade Jurídica e Prática Privada

Estar sem registo formal impede apenas a atuação do grupo como pessoa jurídica oficial perante o governo. A prática individual e comunitária — como orar, professar a fé e reunir-se — continua plenamente protegida por lei.

4. Fiscalização Técnica, Não Perseguição Religiosa

As ações passadas de fecho de mesquitas e locais de culto estiveram ligadas ao descumprimento de normas urbanísticas, falta de alvarás de construção ou ausência de licenças comerciais em espaços improvisados, e não a um veto ao Alcorão ou perseguição do Estado.

5. Defesa da Liberdade de Expressão e Não Intervenção do Estado

Você posiciona-se contra a intervenção excessiva do Estado na fé dos cidadãos, defendendo uma ampla liberdade de expressão e de crença, independentemente da natureza do grupo religioso.

6. O Papel Legítimo do Estado: Regulação Civil e Fiscal

Na sua visão, a atuação do Estado deve focar-se exclusivamente na regulação civil e urbana:

o Segurança e engenharia: Cumprimento de normas estruturais e de construção.

o Fiscalidade: Pagamento de impostos sobre propriedades e transparência/tributação sobre contribuições financeiras.

o Convivência e bem-estar: Cumprimento de normas de poluição sonora para respeitar a vizinhança.

o Proteção animal: Proibição explícita de sacrifícios ou torturas de animais.

7. Perspetiva Histórica sobre a Origem das Grandes Religiões

Você ressalta que nenhuma das grandes religiões atuais teve origem no continente europeu, destacando que a adoção de crenças de matrizes externas é um processo histórico comum e universal.

  


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