sábado, 25 de julho de 2026

Kayapós em Nós

 




Comentarista: Capitalismo e luxo fitness.
  Os preços são  exorbitantes na loja de luxo Alo em São Paulo. 
  O valor de itens tão caros não está no produto em si, mas na "distinção" e no "capital cultural", o consumo só faz sentido se outros ricos reconhecerem aquele símbolo de status.
  A elite justifica o gasto por um suposto "bom gosto" e estética clean, ocultando que se trata de uma marcação de classe social. 
  Quando marcas com logos visíveis se tornam acessíveis a emergentes, os mais ricos migram para o minimalismo caríssimo. 
  O luxo é uma busca constante por diferenciação social.

William: Me entedia essas análises que partem sempre do "Capitalismo".
  Mesmo assim comento para ver se alcanço algumas mentes...
  O Capitalismo em si começou por volta de 1900, antes tínhamos o Mercantilismo.
  Adam Smith lançou seu livro "Riqueza das Nações" em 1776, foram as sementes.
  Traços culturais são bem anteriores a isso, são tão antigos quanto a humanidade, no tempo das cavernas não sei, mas na nossa fase "indígena" são bem identificáveis.
  Exemplo:
  Nos Kayapós, o botoque (aquela madeira nos lábios)  simbolizava maturidade, honra e autoridade, sendo mais comum entre homens adultos e líderes.
  Ele tem significados importantes, como:

 Marcar a passagem para a vida adulta, especialmente entre os homens.
 Demonstrar maturidade e que o indivíduo havia cumprido etapas importantes da formação.
 Expressar identidade cultural, distinguindo os Kayapós de outros povos.
 Sinalizar prestígio e respeito dentro da comunidade, principalmente quando associado à participação em rituais e à capacidade de falar em público.

  O botoque é feio, bobo, infantil?
  Pode ser, mas é um traço cultural daquela tribo.
  Li em uma matéria que ainda é usado, mas bem menos pelos mais jovens.
  "Talvez" um bom smartphone dê mais status, de certo é mais útil...😉


   Dito isso ...
   Se eu compro algo que "meu grupo" sabe que é caro, passa a ideia que passei a fase do salário baixo, da pouca renda.
   É bobo, infantil, o objeto é feio e nem tem custo de produção elevado, é só um símbolo de status?
   Olha o traço cultural ai geeente 😉.
   A tecnologia avançou bastante, mas continuamos indígenas (humanos).
   Nem todos grupos Kayapós usam botoque, acredito que muitos acham feio, bobo, infantil.
   A maioria, ou boa parte da nossa sociedade, acha bobeira pagar por uma coisa muito mais do que ela vale só para "se sentir" diferenciado.
   Mas se o individuo gosta e tem quem o admire por isso ... vida que segue.

  
 
  Traço cultural não nasceu com o Capitalismo e não vai acabar nem se acabar o Capitalismo.

   Essa lógica entra em sua mente?


  (“Todos os povos foram indígenas em algum momento da história e, dependendo do ponto de vista, não deixamos de ser.
     Nossas aldeias viraram cidades”)


✧✧✧

 

 Resumo: 

1. A busca por status social é anterior ao capitalismo. Você argumenta que atribuir esse comportamento exclusivamente ao capitalismo ignora que ele já existia em sociedades muito anteriores.

2. Adam Smith e o capitalismo moderno não explicam a origem desse traço cultural. Você cita A Riqueza das Nações (1776) como uma das bases do capitalismo, mas sustenta que a diferenciação social é muito mais antiga.

3. O exemplo dos Kayapó ilustra que símbolos de prestígio existiam antes da economia capitalista. O botoque representava maturidade, honra, autoridade, identidade cultural e respeito dentro da comunidade.

4. Objetos de status não precisam ter valor material elevado. Assim como o botoque possui valor simbólico para os Kayapó, marcas de luxo funcionam como símbolos de posição social para parte da sociedade contemporânea.

5. A tecnologia mudou, mas certos comportamentos humanos permanecem. Você defende que a necessidade de reconhecimento e distinção acompanha a humanidade independentemente da época.

6. Nem todos aderem aos símbolos de status. Assim como nem todos os Kayapó usam botoque, muitas pessoas consideram desnecessário pagar caro apenas para demonstrar diferenciação social.

7. Traços culturais persistem independentemente do sistema econômico. Sua conclusão é que a busca por distinção social não nasceu com o capitalismo e provavelmente continuará existindo mesmo que o capitalismo deixe de existir.


  


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