quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Fantoches

 








Cleiton >> Você é apenas um fantoche!

William >> Todos nós somos fantoches, Cleiton.
  Eu apenas sou um fantoche que consegue 
ver os fios.

Cleiton >> De certa forma, cabe controvérsia; se todos nós fossemos fantoches, com quem estaria os cordões!


William >> Eu nunca descarto a possibilidade de alguma inteligência (civilização) externa interferir na humanidade, aqueles que nos controlam.
  Deixando essa hipótese de lado … e lembrando que uma coisa não exclui a outra …

  Quando crianças temos dois  cordões principais.
  O meio (cultura familiar e governamental)
  Você não decide que idioma falar (só um exemplo fácil) esse fio está ligado ao meio.

  Não nascemos folha em branco, a mistura genética de nossos pais produz um ser único.
  O segundo cordão podemos dizer que é nossa “genética”.
  Você não decide seu grau de inteligência ou beleza por exemplo.

Cleiton >> Meios filosóficos, mais um tanto como divino.
  Procurando na criação uma justificativa.
  Até aceitaria, se eu não prezasse a tese do nosso condicional... no entanto, ser fantoches por filosofia não vale... não foi o saber que fez o homem... em todos os sentidos, o homem chegou primeiro, e ele então, só entendeu isso, depois da evolução condicional..
  Só sei que sei, porque logo penso.
  O pensar independe do saber... portanto, o saber é tardio.

William >> Outros animais também são fantoches, você acha que vacas e galinhas nos servem de alimento felizes da vida?
  Nossa inteligência nos dá meios para diminuir o poder do manipulador.
  Exemplo:
  Você tem muita fé e percebe que o pastor ou padre esta te levando a fazer coisas que não quer.
  Enxergando esse fio, você pode mudar de igreja, religião, ficar sem religião, virar ateu ...
  Imagine uma vaca tendo o entendimento da sua situação, não seria tão fácil o pecuarista lidar com ela.
  De qualquer forma, a vaca tem que viver em grupo, mesmo os búfalos selvagens tem a hierarquia do bando.
  Mesmo enxergando o fio, a vaca teria que se adequar a uma outra situação.

Cleiton >> Já falamos disso, desse tema, relacionado ao se.
  Não tem "se", para as espécies, até aqui que não detêm a condição de consciência!
  As outras espécies  estão inapelavelmente sujeitas à cadeia alimentar e não foi eu que criei isso.

William >> Mesmo nós que detemos a condição de consciência estamos presos as regras desse planeta. 
 A espécie humana poderá se considerar (de fato) mais “evoluída” que baratas quando conseguir colonizar outros planetas.
  Por enquanto estamos todos enlaçados na mesma teia.

"com quem estaria os cordões?"

  É um tipo de entrelaçamento quântico.😉
  Observe que você esta tentando puxar o meu cordão e eu o seu.
   Ambos temos nossos próprios cordões familiares e genéticos.
   Ambos temos outros humanos com muito mais poder sobre decisões coletivas que influenciam nossas vidas, como políticos e demais autoridades.

  Ainda tem o cordão da fé...


   Há pessoas com uma Fé enorme que a igreja que frequenta é a única verdadeira, tem Fé que aquele cordão benzido que traz no pescoço o protege de todo mal, tem Fé que um Santo protetor ou anjo da guarda está com ela em todos os lugares, outra tem Fé que o próprio Jesus está sempre com ela andando a seu lado.
 
  A Fé moderada é até um estimulo, mas exagerada só pode ser chamada de FANATISMO.
 
  Acontece que esse fanatismo pode ser justamente o defeito que sustenta aquela vida integra, assim como muitas mentes não conseguem se manter integras sem o uso de antidepressivos outras não conseguem viver sem uma Fé cega em alguma coisa.
 Sem a Fé elas seriam perversas ou se destruiriam rapidamente.
 
Cordão da Religião - Link



 
Um olho no holístico outro no reducionismo.
O todo, tem partes.
(William Robson)

 



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Resumo:


1. Condição humana como "fantoches": Todos os seres humanos são fantoches, mas a diferença central está na capacidade de perceber os "fios" (cordões) que nos controlam, sendo a consciência desses mecanismos o primeiro passo para a autonomia "tanto quanto possivel".

2. Os cordões primários (Meio e Genética): Na infância, estamos presos a dois cordões fundamentais: o meio (cultura familiar, governamental e idioma, que não escolhemos) e a genética (herança biológica que define traços como inteligência e beleza, rejeitando a ideia de que nascemos como uma "folha em branco").

3. Redução do poder do manipulador pela inteligência: Embora sejamos influenciados, a nossa inteligência permite enxergar os fios e diminuir o poder de controle externo — como exemplificado pela capacidade de questionar dogmas, mudar de religião ou abandonar crenças impostas por autoridades religiosas.

4. Paralelo com o reino animal: Outros animais também são fantoches submetidos a regras biológicas e à cadeia alimentar (como vacas e galinhas), mas a grande distinção é que o homem detém consciência e inteligência para, ao menos, tentar mitigar o controle sistêmico.

5. O verdadeiro marco evolutivo: A espécie humana só poderá se considerar verdadeiramente mais "evoluída" do que outras espécies (como as baratas) quando conseguir colonizar efetivamente outros planetas; até lá, todos continuam enlaçados na mesma teia planetária.

6. Entrelaçamento de influências mútuas ("quem segura os cordões"): O controle não vem de uma única fonte hierárquica isolada, mas de um sistema de "entrelaçamento" que inclui influências recíprocas entre indivíduos, o poder de políticos e autoridades sobre as decisões coletivas, e pressões sociais.

7. O cordão da fé e a sustentação mental: A fé cega ou o fanatismo, embora possam beirar o excesso, funcionam em muitos casos como uma muleta mental necessária para a integridade de certas pessoas — funcionando de forma análoga ao uso de antidepressivos para evitar que algumas mentes se destruam ou se tornem perversas.

 


  

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