“Até onde conseguimos discernir,
o único propósito da existência humana
é acender uma luz na escuridão da
mera existência.”
William: O que é a "mera existência"!?
Nascer, crescer e morrer sem nenhum grande
feito a ser lembrado?
Muitos querem que
seu nome fique gravado na história da humanidade "de maneira boa ou
respeitosa" por vários séculos.
Sócrates, Cleópatra, Isaac Newton, Einstein e
tantos outros conseguiram.
Convenhamos que isso é para pouquíssimos.
Muitos morreram sem nem ao menos pensar que
isso ocorreria.
Lembram de Vincent van Gogh?
O caso
de Sócrates é interessante, seu nome ficou imortalizado porque o nome de seu
aluno Platão ficou imortalizado.
E Platão escreveu seu nome na história
essencialmente porque escreveu sobre Sócrates
Deduzo que o nome ficar na história mais que se destacar em alguma coisa é preciso
"sorte"
(A vontade dos deuses 😊)
Quantos sábios, inventores, guerreiros,
artistas ... NÃO ficaram registrados na história?
(Talvez até melhores que os que ficaram.)
Muitas obras, feitos e frases que atribuímos a certos
autores conhecidos, não dá para saber de fato se a criação original foi deles.
Todas as obras de William Shakespeare foram
integralmente escritas por ele ou boa parte é de “colaboradores”?
Vejam o exemplo fácil da Bíblia.
Para bem ou para mal é um livro que faz parte
da história da humanidade.
Vamos ignorar a crença que ele foi “ditado”
(inspirado) diretamente pelo Espirito Santo de Deus.
Quem são os autores reais de cada versículo?
Será que o Evangelho de Matheus foi escrito
integralmente por ele mesmo?
Venhamos para tempos atuais.
Eu, você e tantos outros produzimos conteúdo para
Internet.
Não tem grande repercussão, fica restrito a
colegas geralmente virtuais.
Suponhamos que por acaso uma imagem ou frase
chegue até alguma grande celebridade e ela coloque em sua rede social.
A tal frase ou imagem será muito visualizada
e será lembrada do site famoso que foi visto.
Como se o autor da frase fosse a própria celebridade.
Mais “luz” para existência da celebridade enquanto o
autor original continua na “mera existência”.
Não confunda com “conformismo” é apenas minha mente lógica aplicando matemática básica.
Estatisticamente o que está destinado a
grande maioria de nós é a mera existência.
Hoje em dia com tanta mídia, podemos ter
nossos “15 minutos de fama” e nada mais.
Eu tento não ser fardo para ninguém.
Sou honesto, trabalhador, me esforço para ser
bom pai, marido, colega de trabalho, vizinho ... sem me cobrar nenhuma perfeição, até
porque isso não existe.
Dou a Cesar o que é de Cesar, meus impostos e
taxas estão em dia.
Ser uma grande luz na humanidade é muito difícil,
propósito improvável de ser alcançado pela maioria.
Não ser trevas na vida
das pessoas a sua volta é bem mais fácil, basta bom senso, é um propósito mais
realizável.
Comece com o possível e quem sabe os deuses
lhe concedam o improvável.
Só NÃO conte com isso😊.
✧✧✧
Resumo:
1. Questionamento sobre o conceito de "mera existência" William parte da citação de Jung para questionar o que de fato significa existir sem grandes feitos — e se isso é realmente um problema ou simplesmente a condição da maioria.
2. A imortalidade histórica depende mais de sorte do que de mérito Mesmo sendo talentoso ou sábio, ficar registrado na história exige um fator que vai além do esforço: a "vontade dos deuses". Muitos grandes podem ter sido esquecidos, e muitos lembrados podem não ter sido os melhores.
3. A autoria histórica é frequentemente questionável Shakespeare, a Bíblia, Sócrates — William levanta que grandes obras e nomes consagrados podem ter origens coletivas ou difusas, colocando em xeque a ideia de genialidade individual.
4. Na era digital, o autor original costuma ser apagado pela celebridade Conteúdo criado por pessoas comuns, ao ser compartilhado por famosos, perde sua origem. A "luz" vai para quem tem visibilidade, não para quem criou.
5. A mera existência é o destino estatístico da grande maioria William aplica uma lógica matemática simples: por pura probabilidade, a maioria das pessoas viverá e morrerá sem grande repercussão — e reconhecer isso não é conformismo, é realismo.
6. Não ser um fardo já é uma forma digna de existir Ser honesto, bom pai, bom marido, bom vizinho e cumprir com as próprias obrigações são conquistas reais e acessíveis — uma alternativa concreta ao propósito inalcançável de "ser uma grande luz".
7. O conselho central: comece pelo possível "Não ser trevas na vida das pessoas ao seu redor" é o propósito mais realizável que William propõe — e encerra com uma advertência honesta e bem-humorada: busque o improvavel, mas não conte com ele.
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