sábado, 15 de fevereiro de 2014

Templo do Espirito

  
  Se não atuas como pensas, vais terminar pensando como atuas.”
   Blaise Pascal


Hipótese - Proposição que se admite, independentemente do fato de ser verdadeira ou falsa, como um princípio a partir do qual se pode deduzir um determinado conjunto de consequências; suposição, conjectura.

  Nessa meditação vamos aceitar a hipótese que somos essencialmente espíritos e que portanto, essa parte de nós, tem predominância sobre a parte física, corpo.

  O corpo é o templo onde habita o espirito.
  (Ou está temporariamente aprisionado)

  A vontade do espirito predomina até o limite em que a necessidade do corpo se sobrepõe a do espirito.

  Pense em um carro.
 (Talvez isso facilite a mentalização.)
  Você é o espirito o carro o corpo.
  No trânsito é como se automóvel e motorista fossem um só.
  Mas quem comanda, dita os caminhos, é você.
  O carro não tem vontade própria.
  Se você conduzir para cima de uma calçada o carro vai.
  E se acabar a gasolina?
  A necessidade do carro se sobrepõe a vontade do motorista.
  Você pode desejar uma coisa, mas a condição mecânica do carro não permite.

  Logo, você enquanto “bom motorista” não se atem só a própria vontade, mas tem que conhecer as condições do veículo e cuidar da manutenção.

  Com espirito e corpo é o mesmo princípio.

  “Conhecer a si mesmo é o começo de toda sabedoria.”
     Aristóteles

  O espirito deve adaptar seus desejos as limitações do seu corpo físico.

  Vamos falar de obesidade, só para fazer um paralelo a gasolina do carro.
  O tanque suporta 50 litros, se você colocar 51 ... 1 litro transborda para fora.

  Se você come mais do que o corpo necessita, a sobra transborda em gordura.
  Você não é carro mas fica com pneus.😏

   Tenho um conhecimento sobre o corpo que me ajuda a manter a “boa forma”.
  (Uma forma “aceitável”, sem muitas deformações)

   Você sabia que nosso corpo é programado geneticamente para acumular energia?
  Ele faz tipo uma poupança para dias difíceis.
  O mecanismo é bem simples.
  Digamos que você está com fome.
  Naquele momento precisa de 400 calorias para completar o tanque.
  (Nosso corpo gosta de estar sempre com o tanque cheio)
  Comeu alguma coisa e conseguiu as 400 calorias.
  Acontece que essa informação de tanque cheio demora a chegar no cérebro.
  Varia muito essa demora, em mim é cerca de 30 minutos.
  Como você não sente que já comeu o que tinha que comer ... continua comendo.
  Precisava de 400 calorias, acabou consumindo 450, 500.

  Como usar esse conhecimento?

  Saiba mais sobre saciedade, veja que tabela interessante:

   Quantas calorias você precisa para engordar, emagrecer ou manter o peso:
  (Tem que clicar no link)

Medidor - Link


  Sem palavras difíceis e conceitos mais técnicos vou tentar uma ilustração mental acessível a todos.

  Senti fome, dois pãezinhos são suficientes para o momento.
  Quando termino de comer 2 pãezinhos meu corpo pede um terceiro e até um quarto, principalmente se estiver gostoso.

  Eu enquanto “espirito” sei dessa função automática do corpo de querer acumular energia.
  (Se você é ateu pense na mente como se fosse algo separado do corpo.)
  A informação de saciedade só será efetivada em meu cérebro após uns 30 minutos.

  Ou seja, mesmo com o tanque cheio, por cerca de 30 minutos não vou ter o aviso dessa ocorrencia que seira a sensação de saciedade.
  Tem um complicador.
  O tanque do carro não expande, nosso tanque biológico (estômago) sim.
  Se você come muito, o espaço no estomago vai aumentando, para enche-lo vai mais comida.
  Pense num fusca com tanque de ônibus.

                          😏
  São as tais deformações que falei.
   “Nos outros” são engraçadas.

  
 Para maioria de nós, manter um corpo bonito (pelos padrões atuais) dá um trabalho danado, precisa de muita disciplina, principalmente com o passar dos anos.
 Até uma idade crescemos para cima, depois ... só para os lados.
  Se você é muito vaidoso ou sua renda (profissão) vem de manter uma aparência acima da média, tem uma justificativa para o “sacrifício”.
  Eu não tenho, me contendo em não ficar muito deformado.
  Mesmo assim a disciplina é indispensável, porem o sacrifício diminui bastante.

  “Me conheço”, para aquela fominha da tarde, dois pãezinhos são suficientes.
  (Trabalho, sou alto, faço exercícios, ajudo na arrumação da casa, não fico só esparramado no sofá ... quero dizer que se você é muito sedentário, um pãozinho basta.)
  Acabei de comer dois pãezinhos, não me sinto saciado e a vontade é de comer mais 1 ou 2.
  O que faço?
  NÃO COMO.

  Evidente que no meu caso, depois de anos de disciplina tudo fica meio automático.
  O “sacrifício” é mínimo, na maioria das vezes inexistente.

  Mas sabem que comer é necessidade e ao mesmo tempo um PRAZER.
  Não é só o corpo que pede mais pãozinho, o espírito também 😉.

  A Gula é o desejo insaciável, além do necessário, em geral por comida, bebida.
  Segundo tal visão, esse pecado capital também está relacionado ao egoísmo humano: querer ter sempre mais e mais, não se contentando com o que já tem, uma forma de cobiça.
  Ela seria controlada pelo uso da virtude da temperança.

  Meu truque nessa situação é desviar minha mente para outro PRAZER que não inclua comida.
  Antigamente ouvia música, lia um livro ou revista, procurava alguma coisa na TV.
  Isso ainda acontece, mas com a Internet entro em algum debate, os 30 minutos passam rapidinho, a informação de saciedade chega em meu cérebro e no final das contas só comi os dois pãezinhos que precisava.

  Com conhecimento científico e de si mesmo é possível efetivar muitas formas de controle sobre o corpo.
  Mas esse texto já está grande demais.
  Outras dicas ficarão para outros textos.
  Vamos para parte mais “filosófica”.

 “Se não atuas como pensas, vais terminar pensando como atuas.”
  Blaise Pascal

  Encaixando nessa meditação, o comoanheiro Blaise está dizendo que sua ação (comer) está comandando seu pensamento. 

  Você NÃO pensa em "quanto"precisa comer, simplesmente sente fome e come. 

  Agora que já conhece boa parte do processo ...
PENSE ANTES DA AÇÃO, evite deformações e doenças ligadas a obesidade.

   Mas se você enquanto espirito prefere se entregar ao prazer de comer, se “conscientemente” é isso que quer ou não tem disciplina suficiente ... tudo bem.
  Já tem caixão extra large ...😂

   “Espirito que não pensa o corpo padece!”


Homem de 350 kg é sepultado com ajuda de trator - Link





 




  











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 Resumo:


1. A Predominância do Espírito sobre o Corpo (A Hipótese Central): Você estabelece a premissa de que somos essencialmente espíritos e que o corpo físico é o "templo" onde habitamos. Portanto, a vontade e a razão devem assumir o comando sobre os impulsos puramente físicos.

2. A Analogia do Carro e do Motorista: Você ilustra de forma simples que o espírito é o motorista e o corpo é o veículo. Embora o motorista dite os caminhos, ele não pode ignorar as necessidades e limitações mecânicas do carro (como a falta de combustível ou a manutenção), exigindo um equilíbrio entre a vontade e a realidade física.

3. O Mecanismo Biológico da Saciedade: Você apresenta um argumento científico prático: o corpo é programado para acumular energia e existe um "atraso" (de cerca de 30 minutos) para que o sinal de saciedade chegue ao cérebro. É esse intervalo que nos faz continuar comendo além do necessário se não agirmos com consciência.

4. A Elasticidade do "Tanque Biológico": Ao contrário de um tanque de combustível real, o estômago se expande. Você argumenta que ceder constantemente aos impulsos biológicos de comer demais alarga essa capacidade, criando um ciclo vicioso onde passa a ser necessária cada vez mais comida para se sentir satisfeito.

5. O Autoconhecimento Aplicado à Disciplina: Você defende que a disciplina não precisa ser um sacrifício doloroso se houver autoconhecimento. Saber exatamente a quantidade que o seu corpo precisa (por exemplo, os dois pãezinhos) permite que você tome a decisão consciente de parar de comer antes mesmo de o corpo enviar o aviso de que está cheio.

6. A Estratégia do Desvio de Foco contra a Gula: Reconhecendo que comer também é um prazer (ligado à gula), você propõe uma tática psicológica: distrair a mente com outros prazeres não alimentares (como ler, debater na internet ou ouvir música) durante os 30 minutos cruciais em que o cérebro processa a saciedade.

7. A Conclusão Filosófica (Pensar Antes da Ação): Apoiando-se na máxima de Pascal, você conclui que comer por puro impulso significa deixar que a ação governe o pensamento. O argumento final é um chamado à racionalidade: o espírito deve assumir o controle e pensar antes de agir para evitar doenças e o sofrimento do próprio corpo ("Espírito que não pensa o corpo padece").

  


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