sábado, 27 de junho de 2026

Pensadores Românticos

 




 Maria Montessori: 
  "As pessoas educam para a competição e esse é o princípio de qualquer guerra.
   Quando educarmos para cooperarmos e sermos solidários uns com os outros, nesse dia estaremos a educar para a paz."


William: O dia que tivermos menos pensadores românticos e mais pensadores pragmáticos de certo a humanidade dará um salto de qualidade em todos os sentidos.

  É lindo imaginar TODOS os pais educando seus filhos para cooperação e "punindo" qualquer tentativa de competição.
  Sim, porque a competição surge naturalmente, faz parte da nossa natureza.
  Dois garotinhos que disputem qualquer coisa, devem ser proibidos de fazê-lo.
  Sabemos que nem todas as crianças aceitam as coisas só com o dialogo, por vezes tem que ter algum castigo, nem estou dizendo que seja físico.

  Jogos de todo tipo devem ser proibidos.

  Comparar qualquer coisa com outra deve ser muito bem analisado.
  Se uma criança se colocar ao lado da outra e verificar que é mais alta, ou mais forte ... já é uma competição.

  O que falar das ideias?
  Sim, eu gostaria que TODOS cedessem ao melhor argumento.
  Mas muitos se apegam a ideias fixas como se tivessem em uma competição de quem consegue "impor" sua ideologia ou ponto de vista.

  Não acho que as crianças nascem folha em branco.
  Observo que algumas já nascem mais competitivas que outras.
  Mas vamos ignorar isso nessa meditação.

  Suponhamos que as crianças nasçam folha em branco e são totalmente moldadas pelos pais.
  Os pais que criarem os filhos como "cordeiros" tem que entender o risco que seus filhos vão estar expostos diante dos pais que criam seus filhos para serem "lobos".

  No mundo dos sonhos da Maria Montessori é possivel eliminar pais que pensam "radicalmente" diferente dela.
  Eu não imagino como isso seria possível.

  Eu não penso radicalmente contra, prefiro a busca de um equilíbrio de acordo com as características naturais da criança.
  Se a criança dá sinais de ser muito "cordeiro" estimulo a ser um pouco "lobo".
  E vice versa.

  Não tenho nada contra a competição.
  Muito menos contra a cooperação.
  Não acho que uma coisa elimina a outra.
  Um time de futebol precisa de muita cooperação entre seus indivíduos para competir "contra" outro time.

  E esse contra não precisa ser necessariamente uma guerra.
  Pode ser apenas alargar nossos limites, buscar superações, buscar diversão.

  As duas equipes tem que cooperar entre si para que as regras estabelecidas sejam respeitadas.

  Enfim...

  A imaginação pode tudo, imaginar que todos os humanos sejam absolutamente sem nenhum tipo de ambição, pensando sempre no bem da coletividade é lindo, romântico ... John Lennon até fez uma música 😉


  Eu William, também acho que se todos fossemos agnósticos, centro direita, héteros e éticos a paz seria mais abrangente.
  Apenas não tenho a ilusão que todos tem os meus mesmos valores.


 “Sem competição, ainda seríamos organismos unicelulares.”



✧✧✧

 

 Resumo: 

Necessidade de pragmatismo: Você argumenta que a humanidade dará um verdadeiro salto de qualidade quando houver menos pensadores românticos e mais pensadores pragmáticos.

Inatismo da competição: Você aponta que a competição surge naturalmente e faz parte da natureza humana, não sendo algo artificial, e nota que algumas crianças já nascem visivelmente mais competitivas que outras.

Inviabilidade prática do "mundo dos sonhos": Contrapõe a ideia de Maria Montessori ao afirmar que, na prática, é impossível eliminar pais que pensam de forma radicalmente diferente dela para criar um ambiente puramente cooperativo.

Risco da passividade: Argumenta que pais que criam seus filhos estritamente como "cordeiros" os expõem a grandes riscos em um mundo real onde existem pais que criam seus filhos para serem "lobos".

Busca pelo equilíbrio individual: Em vez de uma postura radical, você defende a busca por um equilíbrio moldado de acordo com as características naturais de cada criança, estimulando traços de "lobo" naquelas que são muito "cordeiros", e vice-versa.

Complementaridade entre cooperação e competição: Você defende que a competição e a cooperação não se anulam, usando o exemplo de um time de futebol, que exige intensa cooperação interna entre seus membros justamente para conseguir competir contra outro adversário.

Competição saudável e limites da utopia: Sustenta que competir não significa fazer guerra, mas sim buscar superação, diversão e alargar limites, concluindo que idealizar uma humanidade sem ambição e focada apenas no coletivo é uma visão romântica e utópica, pois as pessoas não partilham dos mesmos valores.


  

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