Comentarista: Saudade! Saudade de quando não tinha tanto acesso à Internet, de quando minha mente não era bombardeada com tantas informações sobre diversos assuntos, de quando sentar na calçada era um momento de colocar os papos em dia, de virar a noite conversando com a família e amigos, e rindo até fazer a barriga ou se tremer por ouvir histórias assustadoras.
Saudade! Saudade porque esse tempo não volta.
✧✧✧
Resumo
1. Existência de um "prazer em sofrer" na maioria das pessoas.
Você observa que muitas pessoas (possivelmente a maioria) sentem um certo prazer ao sofrer ou ao relatar sofrimentos, inspirado na frase da música: "Se existe um pouco de prazer em sofrer."
2. As pessoas se sentem bem ao contar histórias tristes sobre si mesmas.
Elas gostam de narrar "olha como eu sofri" (ou sofro), encontrando satisfação nisso.
3. Criação de sofrimentos quando não existem reais.
Se não há sofrimento verdadeiro, as pessoas inventam um para manter esse padrão.
4. A saudade excessiva do tempo pré-internet é um sofrimento criado.
Essa nostalgia intensa por interações antigas (como sentar na calçada ou conversas presenciais) é um exemplo de sofrimento fabricado, mesmo que o passado não volte.
5. Ninguém é obrigado a ficar nas redes sociais.
Com o tempo livre ganho pela eficiência da internet (que resolve problemas rapidamente), cada um administra seu tempo como quiser; não há lei forçando o uso constante de redes.
6. As pessoas preferem reclamar passivamente a agir.
Em vez de se reunirem pessoalmente (visitar casas, sentar na praça, marcar encontros em shoppings, barzinhos, cinema, caminhadas etc.), o prazer está em ficar lamentando: "éramos tão felizes, hoje sofremos tanto".
7. Muitas atividades do passado ainda estão disponíveis no presente.
Exceto coisas como locadoras de vídeos, a maioria das interações offline antigas pode ser revivida hoje, o que reforça que a reclamação é uma escolha, não uma necessidade.
.

Nenhum comentário:
Postar um comentário