"Não importa o quão isolado e solitário você se sinta, se você fizer seu trabalho com sinceridade e consciência, aliados desconhecidos virão ao seu encontro."
(Carl Jung)
William:😂
Nada a ver com nada.
Se estou me sentindo solitário, a solução é trabalhar com “sinceridade e consciência”, seja lá o que isso signifique, e “desconhecidos” virão ao meu encontro ...
Que desconhecidos são esses minha gente!?
Espíritos da floresta? 😂
Vamos a uma análise séria, li bastante Jung quando eu ainda considerava a psicologia uma “ciência”.
O "trabalho" que Jung fala é do “autoconhecimento”.
Os "aliados desconhecidos" seriam pessoas ou oportunidades que surgem quando você está alinhado com algo autêntico, um objetivo sincero não paixão passageira.
“Meu” problema com esse tipo de pensamento é que ignora os “fracassados” ou pelo menos os que não alcançaram satisfatoriamente o objetivo pretendido.
Há muito mais escritores que apesar de todos seus esforços (Trabalho interno e externo) não alcançaram prestígio na carreira.
Vamos para algo mais palpável como empresas.
Ninguém abre uma para ter prejuízo.
A pessoa faz um “trabalho interno” sai da sua zona de conforto, vira empreendedor e mesmo assim centenas vão à falência todos os anos.
Amigos visíveis ou invisíveis ... se vem ao socorro, não são suficientes.
Posso falar por mim, abri um pequeno restaurante, me dediquei muito e só tive prejuízo.
Gosto de escrever, mandei rascunhos para várias editoras.
Mantenho atualmente quadro blogs ... o elogio é raro o xingamento é frequente.
Devo esperar algum prestígio em outra vida como pregam algumas religiões!?
Li bastante Jung, a mistureba que ele faz combina mais com aqueles gurus indianos os quais também não achei nenhum que eu admire.
Quero dizer que Jung passou por esse processo do qual fala e o reconhecimento veio “para ele”.
Se você conversar com qualquer um que alcançou algum sucesso, seja em qualquer área, dificilmente vai encontrar alguém que deu certo desde o início.
Para citar um nome, lembre-se de Michael Jackson, quem não conhece suas histórias sobre as dificuldades na infância e adolescência.
Crianças que apanham dos pais tem aos montes, que dançam e cantam bem também.
Mas quantas chegam ao estrelato?
Minha constatação é a de sempre, felicidade NÃO EXISTE.
Sim, faça seu “trabalho interno” tenha como objetivo sua realização em algo.
Porém tenha o plano B.
Se adaptar ao que conseguiu de fato.
Queria ganhar 10 mil, conseguiu 3 mil?
É com essa realidade que terá que lidar e tentar viver da melhor maneira possível.
A vida tem infinitas variáveis, a maioria não está diretamente sob nosso controle.
Faça seu trabalho interno, respeite os colegas (e amigos se tiver), fique de olho nas oportunidades.
No mais é ver o que a “sorte” (o imponderável) te traz.
"O lado bom de se reconhecer um melda é que não ficamos com aquele ódio invejoso de quem tem mais que a gente seja por competência ou pela "vontade de Deus" (Sorte) ..."
William Robson - Link
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Resumo:
1. ‘Ceticismo quanto
ao Misticismo na Psicologia:’ Você questiona a vagueza de conceitos como
"aliados desconhecidos" e "sinceridade/consciência",
tratando-os como abstrações próximas ao esoterismo que carecem de
aplicabilidade prática ou científica rigorosa.
2. ‘A Invisibilidade
dos "Derrotados":’ O argumento destaca o viés de sobrevivência.
Enquanto Jung foca no sucesso do processo de autoconhecimento, você aponta que
muitos se dedicam com afinco (trabalho interno e externo) e, ainda assim,
enfrentam o fracasso ou a falta de reconhecimento.
3. ‘A Falha da
"Lei da Atração" no Empreendedorismo:’ Você utiliza o exemplo prático
de empresas e experiências pessoais (como o setor de gastronomia) para mostrar
que o esforço individual e a saída da zona de conforto não garantem o socorro
de "aliados" nem o sucesso financeiro.
4. ‘O Sucesso como
Exceção, não Regra:’ Ao citar figuras como Michael Jackson, você argumenta que
talento e esforço são comuns, mas o estrelato é uma combinação rara de fatores
que não se repete para a maioria das pessoas que possuem as mesmas condições
iniciais.
5. ‘Negação da
Felicidade Plena:’ Você sustenta a tese de que a "felicidade"
absoluta não existe, observando que mesmo aqueles que alcançam a realização
profissional convivem com vazios existenciais e novas frustrações.
6. ‘A Necessidade do
Plano B e Adaptabilidade:’ Em vez de esperar por resultados metafísicos, a
proposta é lidar com a realidade factual (como a diferença entre o ganho
pretendido e o real) e adaptar-se ao que foi concretamente alcançado.
7. ‘O Papel do
Imponderável (Sorte):’ Você conclui que, embora o trabalho interno e a ética
sejam válidos, o resultado final da vida é regido por infinitas variáveis fora
do controle individual, restando ao indivíduo reconhecer suas limitações para
evitar sentimentos como o ódio ou a inveja.
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