quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Estranho no Ninho

  “Não há nada mais empolgante neste mundo, que ter uma criança que é sua e que ao mesmo tempo é uma estranha”.
[Aghata Christie]

  É verdade Aghata.

  Lembrei agora (18/03/2011) quando minha filha de 10 anos tinha uns 2 anos.
  Fez uma birrinha com minha esposa que disse não para alguma coisa.
  Para acabar com a birra perguntei a ela se queria que o papai batesse na mamãe.
  Ela prontamente disse que NÃO!
  Eu disse então que desse um beijo na mamãe e parasse de graça e todos ficamos satisfeitos e alegres.

  


  Passou o tempo e quando minha filha de 8 anos estava mais ou menos com 2 anos tentei usar o mesmo truque.

 - Quer que o papai bata na mamãe?
 - “Quero”.

  Fiquei sem saber o que dizer, minha esposa ficou uma arara… 😄

  Acabamos todos rindo muito, mas algo interessante ainda estava por acontecer.
  Umas 3 horas depois aquele toquinho de gente me perguntou se eu já havia batido na mamãe!!

  A peguei no colo e disse que bater nas pessoas é muito feio.
  Perguntei se ela não gostava da mamãe, ela disse que amava a mamãe, então fiz umas cócegas nela e disse que então não deveríamos bater na mamãe o que ela para meu alivio concordou.

   Porque para uma filha a violência era inconcebível e para outra aceitável?

  A mesma casa, minha cunhada Idalina esteve presente igualmente cuidando de ambas quando saíamos para trabalhar, nosso casamento não passou por nenhuma crise, gestações tranquilas…

  É Aghata, filhos, tão nossos e tão estranhos.

  Eu digo...

  Geramos o corpo, mas o “espirito” que o habitará de onde virá?








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