quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Teoria dos 10%

  "Estudo relaciona horas na Internet com sintomas depressivos.
   A conclusão é de um estudo da Universidade de Leeds, no Reino Unido, que avaliou 1.319 voluntários com idade entre 16 e 61 anos.
   Do total, apenas 1,2% dos voluntários foi considerado dependente da rede mundial de computadores, mais foi aí que se concentrou a maioria dos casos moderados ou graves de depressão.”
[Superinteressante – link não disponível]

  Como não tenho dinheiro para bancar pesquisas do meu interesse desenvolvi uma teoria que chamo de “Teoria dos 10%”.
  Claro que não surgiu ao acaso, foi fruto de muita meditação.
  Consiste basicamente em observar que 10% da população é capaz de fazer e sentir coisas que os outros 90% não fazem e tem até certo medo/repulsa.
  Até ai tudo bem, agora ela complica um pouco:

  Não é que 10% da população seja um grupo a parte em tudo é que “TUDO TEM UM GRUPO A PARTE”.

   Os 10% que se viciariam em drogas não são os mesmos 10% que se tornariam homossexuais.
  Os 10% que gostam mais de animais que de gente não são os mesmo 10% que são corruptos ao extremo.
  Os 10% que se viciam na Internet, não são os mesmos 10% que são pedófilos e assim por diante.

 Uso a teoria dos 10% para me situar principalmente em questões de políticas públicas.

  Veja como fica o exemplo na pratica:
  (Vamos aceitar os números do estudo da Universidade de Leeds.)

  90% das pessoas fazem um uso “natural” da Internet.
  10% ficam muito mais tempo do que seria natural.

  Dos 10% que ficam muito tempo cerca de 1,2% ficam dependentes, viciadas.
  Nesses 1,2% há uma maior incidência de suicídios que nos outros 98,8% da população!!!
  Concluímos então que a Internet provoca o suicídio ou é coisa do Demônio!!

  Veja bem a manchete:

 “Estudo relaciona Internet com sintomas depressivos.”

  Baseado em que?
  “Parte” de 1,2% de seus usuários “podem” apresentar sintomas de depressão!
  Será que se esse estudo fosse feito com pessoas que bebem leite ou assistem novela não teria o mesmo “resultado”?
  A porcentagem é tão baixa que pode se repetir em qualquer grupo que faça qualquer coisa.

    Isso é ciência, filosofia ou…terrorismo mental?

   




Leia também: Teoria do 8,3%




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