sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Teologia da Libertação

  A Teologia da Libertação surgiu em uma época que a humanidade acreditava que caminharia inexoravelmente para o Comunismo com a falência do Capitalismo.

  Teologia da Libertação é um movimento de teologia política, que engloba várias correntes de pensamento que interpretam os ensinamentos de Jesus Cristo em termos de uma libertação de injustas condições econômicas, políticas ou sociais.
  Ela foi descrita, pelos seus proponentes como reinterpretação analítica e antropológica da fé cristã, em vista dos problemas sociais, mas outros a descrevem como marxismo cristianizado.”

  Quando a URSS colocou o primeiro satélite em órbita pareceu claro para todos a sua superioridade organizacional e social.
  Somado a isso, todo “ocidental” que tinha permissão para visita-la ficava exposto a um teatro produzido pelo partidão, todas as notícias que partiam da URSS eram excelentes.

  A imprensa ocidental não tinha aceso a informações sobre a URSS e as que vazavam para o exterior tinham a censura prévia do Comunismo, endeusando o regime.
  Na União Soviética não tinha fome, desemprego, moradores de rua.
  Na União Soviética saúde, educação, segurança era tudo maravilhoso e de graça.

  Nas décadas de 60 e 70 havia uma crença/aposta que no mundo iria predominar o Comunismo/Socialismo.

   Padres simpáticos as ideias de Marx tentaram adaptar o cristianismo católico a essa nova realidade.
  O que não seria fácil uma vez que o marxismo prega o fim das religiões.
  Os padres da Teologia da Libertação transformaram as missas em doutrinações politicas deixando em segundo ou terceiro plano a religiosidade em si.
  Os novos “santos” eram Fidel Castro e Che Guevara.

  “Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira.”
[Che Guevara]

  Na década de 80 a URSS começou a passar por grandes dificuldades e com o desenvolvimento das tecnologias de comunicação não dava mais para esconder.
  Os mesmos satélites que deram uma imagem de superioridade aos russos, passaram a transformar o mundo em uma “aldeia global” levando imagens a bilhões de televisores.
  O que vimos foi que os gastos militares soviéticos eram astronômicos por isso o grande avanço a tudo relacionado nessa área.
  Mas o povo não vivia tão bem assim.
  Filmes americanos (e de outras nações do Ocidente) eram proibidos simplesmente porque mostravam uma qualidade de vida muito superior mesmo se tratando dos mais pobres.
  Mostravam  que "a primavera era capitalista".

  Aqui no Brasil de hoje dá para termos uma noção desse sentimento.
  Nos filmes americanos vemos que os pobres vivem em casas enormes para o padrão brasileiro.
  Naquele filme “Todo mundo odeia o Cris” a casa do cara é uma mansão perto do meu apartamento.
  Se comparar com a “casa” de fundo que eu morava na adolescência ...não dá nem pra comentar...
  


  Enfim:

  Na década de 80 o Comunismo foi se mostrando uma grande furada e a Teologia da Libertação seguiu pelo mesmo caminho.

  O Vaticano foi rápido em desfazer o mal-entendido, mas esse tipo de ideologia é difícil de ser eliminada totalmente, idéias são vírus poderosos.

  Vamos a uma grande provocação filosófica.

  Defendo que a Teologia da Prosperidade é um “mal menor” se comparada com a Teologia da Libertação.


  “Teologia da prosperidade (também conhecida como Evangelho da prosperidade) é uma doutrina religiosa cristã que defende que a bênção financeira é o desejo de Deus para os cristãos e que a fé, o discurso positivo e as doações para os ministérios cristãos irão sempre aumentar a riqueza material do fiel.
  A doutrina interpreta a Bíblia como um contrato entre Deus e os humanos; se os humanos tiverem fé em Deus, Ele irá cumprir suas promessas de segurança e prosperidade.
  Reconhecer tais promessas como verdadeiras é percebido como um ato de fé, o que Deus irá honrar.”

  Igrejas como a Universal incentivam o cidadão pedir a Deus, mas também ir à luta.

  Entre incentivar o indivíduo ao progresso trabalhando, estudando, confiando em Deus e incentivar o indivíduo a invadir propriedades e ter ódio de qualquer um que seja empresário (representante mor do capitalismo selvagem e destruidor), fico com a primeira opção.

  As igrejas pentecostais que adotam a Teologia da Prosperidade até incentivam o indivíduo a ser empresário.

  No campo político ao invés de se associar a guerrilheiros os protestantes disputam eleições, participam do jogo democrático.

  A Teologia da Prosperidade tem sido útil incentivando o indivíduo a ser um bom cidadão buscando seu melhor.

  A Teologia da Libertação foi um engano colossal da Igreja Católica, esses padres da TL são pensadores perdidos no tempo.
  Aqui no Brasil dão apoio a movimentos como o MST.

  Quero salientar que o Vaticano percebeu rapidamente o engano da TL e corrigiu os rumos da Igreja Católica:

  “A influência da teologia da libertação diminuiu após seus formuladores serem condenados pela Congregação para a Doutrina da Fé em 1984 e 1986.
  A Santa Sé condenou os principais fundamentos da teologia da libertação, como a ênfase exclusiva no pecado institucionalizado, coletivo ou sistêmico, excluindo os pecados individuais, a eliminação da transcendência religiosa, a desvalorização do magistério, e o incentivo à luta de classes.”

  A Teologia da Libertação persistiu na mente de padres comunistas como Leonardo Boff por exemplo que entre outras pérolas dizia:
  


  “Para aqueles com estômago elitista, lugar de peão é na fábrica produzindo, alimentando a bomba do Capitalismo!”

  Não preciso dizer mais nada.



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