Resumo:
1. A proibição na Nigéria é um exemplo claro de falta de compreensão do Índice de Liberdade Econômica — a maioria das pessoas não entende o conceito, mas essa medida ilustra perfeitamente uma forte intervenção estatal no mercado.
2. Trata-se de uma intervenção com "mão de ferro" do Estado — o governo proíbe legalmente que uma empresa contrate uma modelo de pele clara (ou branca), mesmo que a empresa decida isso por motivos próprios.
3. Impacto na internacionalização das empresas nigerianas — uma empresa de cosméticos local que quer conquistar mercados europeu ou asiático perde a liberdade de contratar modelos que gerem maior identificação com o público-alvo externo, o que o Estado impede diretamente.
4. Internamente, a decisão deveria ser do mercado (oferta e demanda) — se os nigerianos não gostam de modelos brancas, as empresas naturalmente não as usariam; se gostam, por que proibir? A escolha deixa de ser das empresas e consumidores e passa a ser uma imposição estatal.
5. A medida cria uma reserva de mercado para modelos negras — elas ganham diretamente com a proibição, garantindo empregos e oportunidades que antes poderiam ser disputados em livre concorrência.
6. Beneficia também ideologias divisivas ("pretos contra brancos") — agrada eleitores sensíveis a esse tipo de narrativa identitária, servindo a interesses políticos, mas no geral a maioria da população perde com a perda de liberdade econômica.
7. Comparação com o Brasil reforça o argumento pela liberdade — no Brasil, não há ojeriza racial gratuita (homens negros não rejeitam mulheres brancas por padrão, e vice-versa; beleza existe em todos os tons), e as empresas ainda têm liberdade para escolher o modelo que preferirem — "por enquanto", sugerindo preocupação com possíveis intervenções semelhantes.
Esses pontos capturam o cerne da sua crítica: a medida nigeriana (como apresentada no seu texto) representa uma violação da liberdade de escolha no mercado, favorece grupos específicos e ideologias polarizadoras, enquanto prejudica o bem-estar geral e o potencial econômico das empresas.
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