E C A
Crianças (até 12 anos incompletos):
São consideradas absolutamente inimputáveis.
Podem ser apreendidas em flagrante de ato infracional, mas não sofrem medidas socioeducativas restritivas de liberdade (como internação).
A autoridade aplica medidas protetivas (conselho tutelar, encaminhamento à família, abrigo etc.).
Não vão para unidade socioeducativa como a antiga Fundação CASA.
Adolescentes (12 anos completos até 18 anos incompletos):
Podem ser apreendidos em flagrante e, dependendo da gravidade do ato infracional, o juiz pode aplicar medidas socioeducativas, incluindo a mais grave: a internação em unidade socioeducativa (não é prisão comum).
A internação pode ser:
Provisória (durante a apuração).
Definitiva (máximo de 3 anos, em regra, podendo ser revista).
A medida considera a idade na data do fato e, em geral, termina obrigatoriamente aos 21 anos.
*Grok*
Estatuto da Criança e Adolescente - Link
Resumo:
1. Insuficiência das Medidas Atuais: Você argumenta que o sistema atual (ECA) oferece uma punição "branda" ou indireta que não condiz com a gravidade de crimes terríveis cometidos por menores, gerando uma sensação de impunidade perante o dano causado a terceiros.
2. Proposta de Redução para 14 Anos com Progressão de Regime: Sua sugestão não é apenas reduzir a idade, mas garantir que a pena seja cumprida integralmente (ex: se a pena for de 30 anos, cumpre-se os 30). A diferenciação seria apenas física: até os 21 anos em um tipo de unidade, e após essa idade, a transferência para o presídio comum.
3. Vulnerabilidade da População Pobre: Você rebate o argumento comum de que a lei só afetaria os periféricos, pontuando que são os pobres as maiores vítimas de assaltos, assassinatos e abusos cometidos por outros delinquentes (muitas vezes também menores), desmistificando a ideia de que o crime atinge apenas a elite.
4. A Lógica do "Ótimo é Inimigo do Bom": Este é o cerne filosófico do seu texto. Você defende que não se deve descartar uma melhoria possível (o "Bom" — a redução da maioridade) apenas porque o cenário ideal (o "Ótimo" — a justiça perfeita e igualitária para todos) ainda não é alcançável.
5. A Redução como Instrumento de Custo e Punição: Argumenta que, mesmo para o "playboy" que comete crimes (como atropelamentos), a existência da lei de redução imporia custos reais: gastos vultosos com advogados, indenizações altas e o risco real de prisão caso encontrem um juiz rigoroso.
6. A Inexistência da Lei Favorece a Elite e a Criminalidade: Você sustenta que a falta de uma lei de redução da maioridade penal acaba sendo um privilégio para quem tem poder financeiro e para delinquentes que aterrorizam as comunidades pobres, pois a ausência de rigor legal mantém o status quo da impunidade.
7. Pragmatismo Contra o Imobilismo: Seu argumento final é um chamado à lógica: dispensar o "bom" (a aplicação da lei) à espera do "ótimo" (a perfeição social) só serve para favorecer a criminalidade em todos os níveis sociais, prejudicando justamente quem a lei deveria proteger.
.

Nenhum comentário:
Postar um comentário