segunda-feira, 25 de maio de 2026

Marley e o Sistema

 




 Postagem no Face: Bob Marley não era apenas um músico, mas um visionário político que tentava alertar o mundo. 
 Tendo crescido na Jamaica em meio à pobreza e à desigualdade, ele percebeu que, embora os políticos mudassem e prometessem transformações, o sistema permanecia o mesmo. 
  Para Marley, a estrutura de poder foi criada para dividir e confundir a população, fazendo-a crer que o próximo líder traria a salvação. 
  Décadas depois, suas críticas continuam atuais e incômodas, pois ele questionava o jogo político como um todo, deixando perguntas sobre quem realmente se beneficia que o mundo ainda não respondeu.

William: SISTEMA É UMA PALAVRA TÃO ABRANGENTE, sem complicar muito podemos dizer que é sinônimo de método ou organização.
  Cuba tem um sistema de governo, meu carro tem um sistema de aquecimento, eu tenho um sistema escrever, o Flamengo tem um sistema de jogo…
  Para os "mais à esquerda", sistema é sinônimo de “sociedade capitalista burguesa”.
  Algo a ser combatido a ferro e fogo...😉
  Eu sou Centro Direita, quanto mais classe média (burguês) em uma sociedade “eu” considero melhor.
  Não vou me alongar sobre isso, vou só dar um exemplo rápido.
  Um “lulista” veio com esse papo de dominação de uma elite.
  Perguntei se essa tal elite elegeu Lula três vezes?
  Ele disse que não, Lula foi a vontade do povo.
  Ou seja, a “elite que domina tudo e todos” só existe quando interessa a ideologia (ou doutrina) do camarada.
  Fora seus pais e parentes mais próximos, você acha mesmo que seus vizinhos estão muito preocupados (fazendo pressão social) para que você tenha sucesso em qualquer coisa!?

Fausto: Parece que vc não entendeu a mensagem do texto. 
 Seja governo de esquerda, seja governo de direita, o povo continua sofrendo. 
  Então o problema não está na esquerda nem na direita, o problema está em quem está acima da Política.
  Num Estado burguês, quem comanda é a burguesia (portanto não é bom que o número de burgueses aumente, como vc deseja).
  Só tem um jeito de acabar com esse jogo de poder e dominação - advinha qual é...

William: Parece que você não estudou de onde vem o termo "burguês".
  BURGOS era o que chamamos hoje de cidades.
  Burguês era quem morava nos burgos não no campo, não era "camponês".
  O que movimentava financeiramente as cidades (burgos) eram comércios e serviços.
  Os negócios que prosperavam criaram uma classe intermediaria que não era da nobreza nem do clero, a classe média.
  A burguesia hoje é a classe média.
  E os ricos?
  Havia ricos no clero e na nobreza também, a maioria da população sempre foi de pobres, a pobreza é nosso estado natural, olhe como vivem os indígenas, é uma vida de subsistência no geral.

  Aconteceu de surgirem ricos também entre os burgueses, comércios, industrias, serviços que deram muito certo.
  De uma certa forma eu sou burguês, moro na cidade, não sou da nobreza (hoje isso nem faz sentido a não ser que você seja da família Orleans e Bragança 😉), nunca fui camponês (agricultor).
  Sou o que chamam de "proletário", mas vivo razoavelmente bem, tive uma infância e adolescência de muito sofrimento mais pela irresponsabilidade dos meus pais do que de um "sistema capitalista opressor/burguês".






Fausto: Com o crescimento do comércio (séculos XVII e XVIII), a burguesia acumulou muita riqueza, mas não tinha poder político. Eles lideraram revoluções importantes, como a Francesa, para derrubar o absolutismo e estabelecer o capitalismo.
A burguesia hoje é a classe social que detém os meios de produção (máquinas, terras, fábricas, bancos e capitais) no sistema capitalista. Eles contratam a força de trabalho assalariada para gerar riqueza e são considerados a classe dominante na Economia e na Política. Enquanto o termo "burguesia" é frequentemente usado no dia a dia como sinônimo de alguém com uma vida confortável ou com gostos associados à classe média, sociologicamente, a burguesia é composta por donos de grandes corporações e conglomerados que influenciam diretamente a Economia e a Política. Já a classe média é formada por profissionais e assalariados que, embora tenham estabilidade financeira, ainda dependem da venda de sua própria força de trabalho.

William: Porque os meios de produção ficariam melhor totalmente nas mãos do Estado?

  Você tem algum exemplo, em qualquer época, de uma sociedade eficiente que os meios de produção pertenciam igualitariamente a todos?

  Me antecipando ...






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 Resumo: 

1. "Sistema" é uma palavra neutra e abrangente: Você desmonta o uso ideológico carregado do termo, mostrando que "sistema" é simplesmente sinônimo de método ou organização , presente em governos, carros, times de futebol , sem conotação necessariamente negativa.

2. A esquerda usa o conceito de "sistema" de forma seletiva e conveniente: Seu contra-argumento ao lulista é preciso: se a tal "elite que domina tudo" realmente controlasse tudo, como explicar que Lula foi eleito três vezes pela vontade popular? O argumento da dominação só aparece quando serve à ideologia.

3. Você se posiciona claramente como centro-direita e defende a classe média: Sem rodeios, afirma que quanto mais "burgueses" (classe média) uma sociedade tiver, melhor , o oposto da visão esquerdista que enxerga a burguesia como inimiga.

4. Resgate histórico do termo "burguês" contra o uso marxista distorcido: Você corrige o interlocutor com precisão etimológica: burguês vem de *burgos* (cidades medievais), e burguesia é a classe média urbana , não uma elite opressora. Ricos existiram também no clero e na nobreza, muito antes da burguesia.

5. A pobreza como condição humana histórica, não como produto do capitalismo: Seu argumento de que "a pobreza é nosso estado natural" , ilustrado pela vida de subsistência dos indígenas , vai na contramão da narrativa de que a miséria foi criada pelo sistema capitalista.

6. Responsabilidade individual versus narrativa do sistema opressor: Ao relatar seu próprio sofrimento na infância como resultado da irresponsabilidade dos seus pais , e não de um "sistema capitalista opressor" , você usa a própria experiência como argumento contra a vitimização coletiva.

7. A solidariedade social é superestimada , cada um cuida de si: A pergunta retórica sobre os vizinhos questiona a ideia de pressão social coletiva pelo sucesso alheio, sugerindo que a narrativa de solidariedade de classe é mais ideológica do que real.


  


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