Marcos: A Filosofia te tornou amargurado?
A impressão que tenho, é quanto mais me aprofundo em conhecimentos sobre filosofia, mais fé eu perco na humanidade, com vocês é assim também?
William: Fé é a adesão incondicional a uma ideia ou crença como verdade, mesmo sem provas objetivas.
Que tipo de crença você tinha sobre a humanidade?
Eu sou um homem sem fé, faço análises lógicas.
A humanidade nunca esteve tão bem, claro que pode melhorar e acredito que vai.
Com esse ponto de vista é difícil ficar amargurado, eu sou um realista esperançoso.
Dois grandes males do século passado foram Marx e Freud.
Ótimas intenções, péssimos resultados.
Com a facilidade de comunicação da Internet, as ideias de Adam Smith e o retorno da filosofia em bases mais modernas irão nos levar a dias melhores.
O que seria a Filosofia em bases modernas?
Ignorar conceitos psicológicos como sendo alguma verdade cientifica seria um bom começo.
Focar mais em neurociência e estatísticas.
Intervenções cirúrgicas no cérebro é ciência.
Desenvolver fármacos neurológicos que reagem com nosso organismo é ciência.
Quantificar o comportamento das pessoas é ciência.
Em 2024, a taxa foi de 45,7 divórcios para cada 100 casamentos civis registrados no Brasil (uma proporção equivalente a 45,7%).
Segundo os dados oficiais do IBGE divulgados pelo G1, o país contabilizou 948,9 mil casamentos e 428,3 mil divórcios ao longo daquele ano.
Gemini - Globo
Segundo os dados oficiais do IBGE divulgados pelo G1, o país contabilizou 948,9 mil casamentos e 428,3 mil divórcios ao longo daquele ano.
Gemini - Globo
O tempo médio de duração de um casamento no Brasil é de 13,8 anos em 2024
Essa média vem caindo.
Em 2004 durava em média 17,1 anos.
Em 2014 durava em média 14,7 anos.
Percebem?
Podemos meditar sobre o casamento com base numérica.
Através de questionários identificar as alegações das mulheres e dos homens e quantificar esses dados.
Usando a matemática para traçar perfis e as possibilidades.
Nada daqueles subjetivos "traumas" de infância quase que determinando comportamentos.
Ou simplesmente atribuir ao estresse da vida moderna invocando outras inúmeras subjetividades que eu chamo de psicologismo.
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1. Realismo esperançoso como postura filosófica: Você rejeita a amargura como consequência do aprofundamento filosófico e propõe uma alternativa: a análise lógica da realidade leva à conclusão de que a humanidade nunca esteve tão bem, e tende a melhorar.
Isso é uma posição filosófica ativa, não passiva.
2. Fé versus análise lógica: Você define fé como "adesão incondicional a uma ideia como verdade sem provas objetivas" e se posiciona explicitamente fora disso. Para você, crenças sobre a humanidade devem ser submetidas à razão, não à esperança emocional.
3. Marx e Freud como grandes males do século XX:
Apesar das boas intenções de ambos, você argumenta que os resultados práticos foram prejudiciais, um dos pontos mais contundentes do texto, que ancora toda a crítica ao pensamento subjetivista dominante.
4. A Filosofia precisa de bases modernas:
Você propõe uma renovação filosófica apoiada em neurociência, estatística e dados quantitativos, em oposição a sistemas de ideias sem validação empírica. Adam Smith aparece como referência de pensamento com consequências mensuráveis e positivas.
5. Crítica ao "psicologismo":
Você cunha o termo *psicologismo* para designar a prática de explicar comportamentos por subjetividades vagas, "traumas de infância", "estresse moderno", sem rigor científico. Para você, isso não é ciência; é narrativa.
6. Neurociência e fármacos como ciência real:
Você traça uma linha clara: intervenções cirúrgicas no cérebro e o desenvolvimento de fármacos neurológicos são ciência, diferentemente de conceitos psicológicos que operam sem base biológica verificável.
7. O casamento como exemplo de filosofia quantitativa aplicada:
Usando dados do IBGE (45,7% de divórcios por casamento em 2024; duração média caindo de 17,1 para 13,8 anos em 20 anos), você demonstra na prática como fenômenos humanos podem, e devem,ser analisados com matemática e questionários, substituindo interpretações subjetivas por perfis e probabilidades mensuráveis.
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