quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Libido



  
  Britânicas preferem comer chocolate a fazer sexo.
  Uma pesquisa realizada pela Universidade do País de Gales revelou que mais de metade das mulheres britânicas prefere comer chocolate a fazer sexo.
   Enquanto 87% dos homens disseram que optariam por uma noite de amor, 52% das britânicas admitiram que não resistem às tentações de uma barra de chocolate.
  A pesquisa ouviu 1,5 mil britânicos.
  Segundo um dos entrevistados:
 “Comer chocolate é prazer garantido.
  O chocolate nunca decepciona”.

  O estudo analisou a ligação entre o chocolate e a produção de endorfina, conhecido como "hormônio da felicidade" e mostrou que ambos homens (57%) e mulheres (66%) acham que comer chocolate melhora o humor.
  Segundo a pesquisa no Brasil 83,6% das participantes colocaram o chocolate no topo da lista e em segundo lugar ficam as compras.

 Matéria na BBC, Junho de 2007


  Essa matéria é daquelas que eu só passo os olhos, leio por distração, alguma curiosidade.
  Mas os comentários me provocaram a escrever esse texto.
  Vejam esse que resume bem a opinião geral:


Comentarista: “Na minha opinião, para as mulheres colocarem o chocolate e as compras antes mesmo do sexo é que seus parceiros não estão sabendo lidar com a "coisa".


  Conversando com as mais variadas pessoas observei que a grande maioria vai perdendo o “apetite sexual” com o passar dos anos.
  Notei também que a grande maioria coloca a culpa no parceiro(a).

👨🏽‍🦱 - Minha esposa não está fazendo “a coisa” direito.

 🧑🏽‍🦱 - Meu marido não está fazendo “a coisa” direito.

  Me deu vontade de trazer Darwin e Freud para essa questão, vamos fazer isso ...

  “Darwinisticamente” o fim da idade reprodutiva traz também uma natural diminuição do desejo, isso é até útil para nos mantermos casados e cuidando dos filhos.
  O corpo feminino não produz óvulos novos, os que já nascem com a mulher simplesmente vão “amadurecendo”.
  Depois dos 35 é até desaconselhável a mulher ter filhos.
  Deduzimos que mesmo que a mulher não tenha filhos, biologicamente o corpo sofre mudanças para ela não se interessar tanto por sexo.
  Lembremos que biologicamente, a principal função do sexo é a procriação.

  E se a mulher tem filhos?

  Filhotes humanos requerem atenção e cuidados por longo tempo.
  Não consigo lembrar de nenhuma outra espécie que tenha filhotes tão dependentes.
  (Evidente que estou falando de “bons pais”, aqueles que cuida dos filhos satisfatoriamente)

  Daí fica fácil entender porque o apetite sexual diminui.
  É muito mais trabalho dentro ou fora de casa.
  Não esqueçamos que o sexo é uma atividade física.
  Pelo menos um dos dois tem que se mexer 😂.

  Dependendo de como foi o dia do homem ou da mulher ... tudo que se quer é tomar um bom banho, comer alguma coisa e dormir.
  Mas se seus filhos são pequenos, nem isso dá pra fazer, quem é pai ou mãe ... dispensa explicações.

  Enfim, darwinisticamente a vida se adapta para nova situação.
  Você homem não pode mais sair “caçando” fêmeas por aí.
  Essa fase da procriação já passou, agora é cuidar da prole.
  Para mulher é a mesma coisa, o objetivo de atrair pretendentes ficou para traz, agora é se virar com o que conseguiu 😏.

  Calma, para você que é solteiro, tudo isso parece uma tragédia, mas não é não.
  A prova é que a grande maioria das pessoas casam.
  Faz parte.
  A família que você conhece inevitavelmente vai se desfazer.
  Seu pai e sua mãe vão ficar muito debilitados e morrer.
  Se tem irmãos, cada um segue seu caminho.
  O mais lógico a fazer é seguir o ciclo natural.
  Substituir a família de nascença, pela família que você constituir.
 
  Por favor, cada um é cada um, há pessoas que se mantem solteiras por toda vida e da sua maneira vivem bem.
  Eu tenho esposa e duas filhas, se fosse solteiro ... sei lá, me faltaria ter casado e ter filhos.
  Me sinto mais “acompanhado” com minha esposa e filhas que se estivesse transando com uma mulher diferente a cada semana.

  O tipo de consciência humana tem um efeito colateral do qual ninguém escapa, o sentimento de “solidão”.

  Temos que aprender a conviver com a solidão ao mesmo tempo que não devemos deixar que predomine em nossa vida.
  Um relacionamento profundo como casar e ter filhos me preenche mais que várias relações superficiais.
  Mas cada um é cada um:
  “Conheça a si mesmo.”

   



  
 Vamos para Sigmund Freud...

  A Psicologia em si antecede Freud, mas sem dúvida ele simboliza bem essa “corrente do pensamento”.
  Não reconheço a psicologia como “ciência formal”.
  O pior que os pensamentos freudianos fizeram pela humanidade foi enfraquecer o interesse por Filosofia.

   Hoje temos a psicanálise que serve para pouca coisa, é algo parecido com o fiel no confessionário católico.
  Apenas tiraram a “religiosidade” do processo.
  Você “desabafa” seus problemas, isso dá uma certa aliviada.
  O padre não oferece nada de prático para seus problemas, apenas orações.
  O psicanalista não oferece nada de prático para seus problemas, apenas que continue a terapia.
  Um “fala que eu te escuto” até você enjoar ou acabar o dinheiro para as sessões.

  A Filosofia precisa ser reaprendida, pois se perdeu no tempo.
  Se tivéssemos nos aprofundado na Filosofia nesse último século hoje possivelmente as empresas estariam contratando ou consultando Filósofos.
  Psicólogos seriam lembrados como experiências cientificas que não deram certo, como a lobotomia por exemplo.

  Vivemos em uma época que Filósofos são Marxistas, Psicólogos são Freudianos e a realidade não está nem aí para eles, a carruagem passa enquanto os cães latem.

  Amarrando isso nessa meditação...

  Influenciadas pelo freudianismo, muitas mulheres (e homens) sentem o DEVER de manter o mesmo nível de apetite sexual que atingiram lá por seus 19 anos, mas na REALIDADE isso não é possível para a maioria delas, não escolhemos o que sentir.

  Começam a apelar para remédios que lhe devolvam a “vontade de viver” ou culpam o parceiro por falta de “habilidade sexual”.
  O parceiro desaprendeu o que sabia fazer bem ou foi a mulher que mudou?

  Quando jovem e/ou INTERESSADA, uma fungada no cangote já basta para mulher ficar excitada.
  O tempo passa, a fungada no pescoço continua a mesma, deduzimos que o interesse da mulher na relação sexual diminuiu.

  Freud baseia muito da sua teoria no Libido (energia fundamental do ser vivo que se manifesta pela sexualidade).
  No Freudianismo sentir menos desejo sexual é sentir menos vontade de viver.

  Será que não podemos ter uma vida satisfatória mesmo sem aquele incontrolável desejo sexual?

  Ou nos convencemos dessa ILUSÃO e criamos uma realidade encima dela?

  Tenho na minha lembrança como era gostoso desejar ir para cama com qualquer mulher mais ajeitadinha e quando conseguia era muito prazeroso.

  O enigma é:
  Como conciliar esse “desejo de viver” com a fidelidade no casamento!?

  Os sofismas Freudianos tornam o casamento algo angustiante, preciso casar, quero casar, mas sinto que se casar estarei caminhando para a morte, porque a “diminuição do desejo é a diminuição da vontade de viver.”

  Será que somos seres tão sexuais assim?


  Eu acho exagero, a vida tem outros prazeres muito bons, como comer, beber ou praticar seu hobbie favorito, o meu é filosofar.


Humanos no Cio - Link




 



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Resumo:

 

1. A diminuição natural do apetite sexual com o tempo é comum e biológica, e a maioria das pessoas culpa o parceiro(a) indevidamente ("não está fazendo a coisa direito"), quando na verdade é um processo esperado na vida adulta e em relacionamentos longos.

 

2. Perspectiva darwinista: o desejo sexual diminui após o fim da fase reprodutiva (especialmente na mulher após ~35 anos, com óvulos envelhecendo e procriação desaconselhada), o que é adaptativo para priorizar o cuidado prolongado dos filhos humanos — os mais dependentes de todas as espécies. Isso ajuda a manter o casal unido focado na prole, em vez de "caçar" novos parceiros.

 

3. O sexo perde prioridade devido às demandas reais da vida: criar filhos exige muito trabalho (dentro e fora de casa), o sexo é atividade física cansativa, e no fim do dia muitas vezes o desejo dá lugar a banho, comida e sono — especialmente com crianças pequenas.

 

4. O casamento e a família constituída superam relações superficiais: você prefere a companhia profunda da esposa e filhas a transar com mulheres diferentes semanalmente; isso preenche melhor o vazio existencial e a solidão inerente à consciência humana. O ciclo natural é substituir a família de origem pela que se forma, e a maioria das pessoas casa porque "faz parte".

 

5. Crítica forte ao freudianismo: Freud exagerou ao ligar libido (energia sexual) à vontade de viver fundamental, tornando a diminuição do desejo algo equivalente a "perda de vida" ou morte simbólica — o que angustia o casamento e cria a ilusão de que fidelidade leva à infelicidade.

 

6. Influência negativa da psicanálise na sociedade: muitas pessoas (mulheres e homens), condicionadas pelo freudismo, sentem o "dever" de manter o mesmo desejo intenso dos 19 anos, recorrendo a remédios ou culpando o parceiro por "falta de habilidade", quando na realidade o interesse muda naturalmente (ex.: uma "fungada no cangote" que antes excitava deixa de funcionar porque o interesse diminuiu, não a técnica).

 

7. A vida não depende tanto do sexo assim: você considera exagero ver sexo como sinônimo de vida ou "desejo de viver"; existem muitos outros prazeres válidos e satisfatórios (comer, beber, hobbies — o seu é filosofar), e é possível ter uma existência plena mesmo sem o desejo sexual incontrolável da juventude. Defende reaprender a **Filosofia** (que foi enfraquecida pelo freudismo) como alternativa mais útil que a psicanálise, comparada a um "confessionário sem soluções práticas".

 

  Esses pontos capturam o cerne da sua meditação: uma visão realista, biológica e filosófica contra ilusões freudianas que romantizam ou patologizam a mudança natural da libido no ciclo da vida.


  


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